Eu já comentei aqui no blog que quando gosto de um escritor me sinto amiga dele. Sinto que realmente há uma proximidade boa, profunda, como se ele conhecesse meus segredos e vice-versa. Talvez seja uma identificação, porque, de uma pequena forma, eu também me aventuro na escrita, também tento criar frases, construir parágrafos, narrar histórias que me façam mais feliz e que, se possível, alguém leia e sinta o que eu senti quando escrevi. Então, lendo um escritor, cada palavra ordenada naquela página é uma aventura à parte para mim, pois sinto uma vontade quase desesperadora de entender como o escritor chegou até ali. E relendo um conto chamado “Retrato 7” de Virginia Woolf, conheci uma boa forma de dizer isso. E ela, como sempre tão perfeita, sintetiza numa pequena frase este amontoado de palavras que escrevi agora: “Nunca falei com ela. Mas em certo sentido, no sentido verdadeiro, eu que amo a beleza sempre sinto que conheci Vernon Lee*.
*Vernon Lee é o pseudônimo de uma escritora francesa que viveu na Itália. Seu nome verdadeiro era Violet Paget (1856-1935), além da escrita, ela se dedicou à filosofia e à história. Ela dizia usar o pseudônimo para ter mais credibilidade perante o mundo machista em que vivia. Virginia Woolf e ela nunca conversaram.













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Lembro do post que vc comentou…
O que mais admiro nos escritores é essa facilidade de expressar em uma frase, muitas vezes frases tão simples, o que levaríamos páginas para tentar descrever! :)
Verdade, Fran, eu também sinto isso, sabia? E digo mais, lembro da primeira “amiga escritora” que fiz na vida foi a Marion Zimmer Bradley, na minha adolescência, quando li a trilogia As Brumas de Avalon, A Queda de Atlântida, A Casa da Floresta e Witchlight…depois de ler tantos livros dela fiquei me sentindo muito próxima da autora, como se a conhecesse pessoalmente hahahha.
Então eu só tenho 2 amigos. O Stephen King e o Charles Bukowski. Brincadeira, mas eu entendo o que você quer dizer. A propósito gostei do teu comentario e da ultima frase do trecho “em geral parecem experimentar todo o conforto do isolamento sem a solidão.”
Perfeito.
Beijos.
Eu tenho a mesma sensaçao! Interessante vc comentar sobre isso.
Nao conheço a italiana, minha especialidade é literatura lusófona, infelizmente nao dá pra conhecer tudo, mas vou anotar!
Beijos!
Olá!
Acho que concordo com o que você disse também. Apesar de não lembrar ter sentido isso alguma vez, acho que posso compreender. Podemos nunca ter falado pessoalmente com o escritor, mas através dos livros que lemos dele, podemos sentir que o conhecemos, trazendo uma certa proximidade.
Não sei se você sabe de mim (estava na mesma sala das aulas de Literatura Portuguesa e Cultura, Religiosidade e Mudança Social do curso de Letras), mas estou passando agora (e comentando pela primeira vez aqui) para avisar que indiquei seu blog ao Prêmio Dardos:
“O Prêmio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc… Que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras e suas palavras.”
É tipo uma corrente entre blogs, as regrinhas podem ser lidas nessa postagem: http://estudando-letras.blogspot.com/2011/01/diario-de-bordo-sobre-as-atualizacoes.html
Espero que goste.