Diário de leitura: 2666, de Roberto Bolaño (1)

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2666

Está aberta a temporada Diário de Leitura no blog Livro & Café, o livro da vez é 2666, de Roberto Bolaño. Estou na página 27 e vim aqui no blog contar minhas primeiras impressões com a escrita do chileno que morreu em 2003, antes do romance 2666 ser publicado. A história é a seguinte: o livro está dividido em cinco partes, antes de morrer Bolaño deixou instruções à família para que as partes fossem publicadas uma vez por ano, e assim a família pudesse negociar melhor com as editoras, um cuidado para garantir uma vida financeira melhor aos filhos. Porém, com a morte de Bolaño, um comum acordo entre seus filhos e um amigo de confiança coube a decisão de publicar 2666 numa tacada só e o resultado aqui no Brasil foram 856 páginas que a Companhia das Letras publicou em 2010.

Por isso o diário de leitura ? oitocentas e cinqüenta e seis páginas é muita história para contar e considero pertinente que os detalhes e belezas não me escapem durante essa longa jornada.

Parte 1 – A PARTE DOS CRÍTICOS

3 homens e 1 mulher: Pelletier, Morini, Espinoza e Norton são especialistas em estudar a obra de Benno von Archimboldi (escritor fictício), seja traduzindo ou buscando as respostas e perguntas que a literatura causa na sociedade. A amizade entre eles começa de forma amena, mas sucessivos encontros em congressos literários aproximam esses grandes doutores em literatura.

Por enquanto, estou gostando mais de Pelletier, que foi pioneiro em estudar Archimboldi e Liz Norton, a mulher que vê esses estudos de uma forma mais amadora, porém não menos bela, o que ela quer é ler o que emociona, o que a deixa feliz e ponto.

Estou encantada com o estilo de Bolaño, tão difícil de explicar, mas é como encontrar aquele amigo intelectual e perceber que cada frase saída de sua boca é de uma simplicidade e elegância assustadora, magnífica.

E fui ler as orelhinhas do livro: no romance 2666 temos narrativa policial, ensaística e filosófica. Os personagens que descrevi acima vão viajar para o México atrás do escritor Archimboldi e alguns assassinatos irão acontecer. Estou com a sensação que tenho em mãos uma obra-prima! 

Para quem está chegando agora no Livro & Café, Diário de Leitura é um projeto meu que começou no ano passado quando decidi ler Grande Sertão: Veredas. A ideia é, semanalmente, publicar minhas impressões sobre a leitura de um livro e, claro, as rotinas do blog permanecem inalteradas. Participe, comente, leia também. E se ficar muito difícil, vai lá fazer um café e volte, a literatura espera. 

Onde Comprar: 
Fnac
Livraria Cultura
Livraria Cultura (ebook)
Submarino

 

Por:

Francine Ramos é formada em Letras Português/Inglês, trabalha com Tecnologia Educacional e em 2011 criou o Livro&café. O que ela quer é ser professora de literatura, ter uma boa biblioteca particular, viajar e ler Virginia Woolf. Tudo isso e mais, sem esquecer do café.

  • http://natashadias.blogspot.com.br/ Natasha Dias

    Que ideia bacana… muito legal, estimula seus leitores a mergulhar contigo nessa!Amei!
    Boa leitura e aguardo ansiosa os próximos capítulo!!

    Uma ótima semana para vc!!

    Beijos

    Natasha Dias***

  • http://apesardalinguagem.wordpress.com Carolina

    Aeae, adoro diário de leitura! Achei que não ia mais voltar :) Estarei acompanhando, nunca li 2666 mas tenho interesse.

    Beijos

  • http://alexsensfuziy.com Alex Sens

    Vou acompanhar com um balde de café ao meu lado! Adoro seus diários de leitura, Fran – sempre invejei essa ideia, muito mais envolvente do que falar de um livro somente depois da leitura. ;)