13 frases do livro A Hora da Estrela (Clarice Lispector)

O romance A Hora da Estrela é o último trabalho de Clarice Lispector. Nele, vamos conhecer Macabea, uma personagem que parece cair no esquecimento de sua própria vida, mas é inesquecível para qualquer leitor. Além dela, o leitor vai conhecer a própria autora, escondida atrás do narrador Rodrigo S. M., que confessa ao leitor suas dificuldades em escrever, em apresentar os fatos de uma pessoa como a Macabea. É um livro muito sensível e tocante e como ele mesmo diz; um soco no estômago.

Selecionei algumas frases da obra:

“A todos esses que em mim atingiram zonas assustadoramente inesperadas, todos esses profetas do presente e que a mim me vaticinaram a mim mesmo a ponto de eu neste instante explodir em: eu.” (p.9)

“Assim é que experimentei contra os meus hábitos uma história com começo, meio e “gran finale” seguido de silêncio e de chuva caindo” (p. 13)

“Porque há direito ao grito.
Então eu grito.” (p. 13)

“Aliás – descubro eu agora – também eu não faço a menor falta, e até o que escrevo um outro escreveria. Um outro escritor, sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas.” (p. 14)

“Quando rezava conseguia um oco de alma – e esse oco é o tudo que posso eu jamais ter. Mais do que isso, nada. Mas o vazio tem o valor e a semelhança do pleno. Um meio de obter é não procurar, um meio de ter é o de não pedir e somente acreditar que o silêncio que eu creio em mim é resposta a meu – a meu mistério.” (p. 14)

“Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?” (p. 15)

“Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta.” (p. 17)

“Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de hcuvas tempestivas nem des grandes ventania soltas, pois eu também sou o escuro da noite” (p. 18)

“Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui” (p. 21)

“Pois na hora da morte a pessoa se torna brilhante estrela de cinema, é o instante de glória de cada um e é quand como no canto coral se ouvem agudos sibilantes” (p. 29)

“Quando acordava não sabia mais quem era. Só depois é que pensava com satisfação: sou datilógrafa e virgem, e gosto de coca-cola. Só então vestia-se de si mesma, passava o resto do dia representando com obediência o papel de ser.” (p. 36)

“Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.” (p. 40)

“É melhor eu não falar em felicidade ou infelicidade – provoca aquela saudade desmaiada e lilás, aquele perfume de violeta, as águas geladas da maré mansa em espumas de areia. Eu não quero provocar porque dói.” (p. 60)

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Francine Ramos

Criou o Livro&Café em 2011, é professora de Língua Portuguesa, adora ler e trabalhar com mediação de leitura. Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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“Livros, o precioso sangue dos espíritos imortais” Virginia Woolf