7 escritoras para conhecer em 2017

Janeiro não deve ser o mês das listas, porque o mais importante que ter listas é realizar coisas. Seja um pequeno passeio ou uma grande viagem, uma conversa presa na garganta, um novo trabalho, pintar a parede de uma cor ousada, pedir desculpas, até mesmo iniciar um livro e tantas outras coisas. Pensando nisso, fiz uma lista com escritoras que ainda não li (por tantos motivos que não sei como explicar), mas tenho curiosidade para ler em 2017. Vamos lá:

1. Ursula K. Le Guin

Ursula é aquela escritora que eu deveria ter lido há alguns anos, mas por motivos mil, o livro dela sempre fica para depois, o que me deixa até angustiada. A autora nasceu nos EUA em 1929, escreve romances (fantasia e ficção científica), ensaios, contos, poesia e literatura infantil. Dizem que Tolstói, as irmãs Brontë e Virginia Woolf fazem parte dos escritores que a inspiram.

Livro: A mão esquerda da escuridão | Compre na Amazon

Sinopse: “Os indivíduos não possuem sexo definido e, como resultado, não há qualquer forma de discriminação de gênero, sendo essas as bases da vida do planeta. Mas Genly é humano demais. A menos que consiga superar os preconceitos nele enraizados a respeito dos significados de feminino e masculino, ele corre o risco de destruir tanto sua missão quanto a si mesmo.”

2. Elena Ferrante

Elena Ferrante parece que surgiu de repente e arrasou corações aqui no Brasil. É um pseudônimo de uma escritora italiana que talvez seja a tradutora Anita Raja.

Livro: A Amiga Genial | Compre na Amazon

Sinopse: “Mais que um romance sobre a intensidade e complexa dinâmica da amizade feminina, Ferrante aborda as mudanças na Itália no pós-guerra e as transformações pelas quais as vidas das mulheres passaram durante a segunda metade do século XX. Sua prosa clara e fluída evoca o sentimento de descoberta que povoa a infância e cria uma tensão que captura o leitor.”

3. Carol Bensimon

Eu gosto de ler a coluna da Carol Bensimon no site da Companhia das Letras e isso é tudo. Sei que ela publicou alguns livros, é da área da Literatura e gosto muito dos títulos que ela dá para seus livros: “Pó de parede”, “Sinuca em baixo d´água” e o que eu quero ler…

Livro: Todos nós adorávamos caubóis | Compre na Amazon

Sinopse: “É uma road novel de um tipo peculiar; as personagens vagam como forasteiras na própria terra onde nasceram, tentando compreender sua identidade. Narrada pela bela e deslocada Cora, essa viagem ganha contornos de sarcasmo, pós-feminismo e drama. É uma jornada que acontece para frente e para trás, entre lembranças dos anos 1990, fragmentos da vida em Paris e a promessa de liberdade que as vastas paisagens do sul do país trazem. Um western cuja heroína usa botas Doc Martens.”

4. Judith Schalansky

Judith Schalansky nasceu em 1980 na Alemanha, além de escrever, é editora e designer. Possui 4 livros publicados, um já ganhou um importante prêmio em seu país.

Livro:O pescoço da girafa | Compre na Amazon

Segundo a capa e contra capa do próprio livro “um dos melhores e mais inesperados romances da Alemanha atual”. E o livro “é ao mesmo tempo um relato sobre a Alemanha contemporânea, uma reflexão ácida sobre a escola e a adolescência, o retrato de uma mulher e um estudo de casos concretos que ilustram a eterna ´luta pela vida´de acordo com Darwin.”

5. Svetlana Aleksiévitch

A Svetlana e o seu sobrenome quase impronunciável ganhou o Nobel de Literatua em 2015. Ela nasceu na Ucrânia e, além de escritora também é jornalista. Os seus livros dela falam sobre guerras e estão traduzidos em mais de vinte países.

Livro: A guerra não tem rosto de mulher | Compre na Amazon

Sinopse: “A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente. É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Alexiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.”

6. Conceição Evaristo

Escritora brasileira que nasceu em 1946 em Minas Gerais. Nasceu em uma favela, foi empregada doméstica, estudou magistério e formou-se em Letras na UFRJ. Hoje é doutora em Literatura Brasileira.

Livro: Olhos d’água | Compre na Amazon

Sinope: “Em Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres”

7. Amara Moira

O livro de Amara Moira é uma autobiografia. Ela é uma mulher trans, prostituta e doutoranda em Crítica Literária.

Livro: E se eu fosse puta | Compre na Amazon

Sinopse: “Amara se vê travesti e junto descobre a vida que haveria a partir de então, puta aonde quer que fosse, fosse pra cuspir, fosse pra perguntar discretamente o preço (“tudo no sigilo, sou casado, sabe?”). Corpo que não tem lugar, corpo que se fazia à revelia das regras, das normas, corpo que se prestava pra sombra, essa era eu e eu não fazia sentido, sequer sabia aonde eu queria chegar. Quem me entendia? Esse livro é sobre a escolha que não faz sentido, esse livro é sobre buscar porquês. E se eu fosse puta? E se eu fosse você?”


Francine Ramos

Criou o Livro&Café em 2011, é professora de Língua Portuguesa, adora ler e trabalhar com mediação de leitura. Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

3 Comments
  1. Obrigada pelas dicas, sempre procuro ler mais mulheres e aqui tem
    Vários títulos que ainda não conheço. Coloquei todos na minha lista de quero ler.

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“Livros, o precioso sangue dos espíritos imortais” Virginia Woolf