Diário de Viagem Flip 2017: A vida é boa

Não se assuste, pessoa / Se eu lhe disser que a vida é boa / Não se assuste, pessoa / Se eu lhe disser que a vida é boa / Enquanto eles se batem / Dê um rolê e você vai ouvir / Apenas quem já dizia / Eu não tenho nada / Antes de você ser, eu sou
(Dê um rolê – Novos Baianos)

Estou na Flip. Há anos tento ajustar o calendário da minha vida com o evento literário mais importante do país. Neste ano tudo deu certo: férias de trabalho, um quarto alugado no AIRBN e cá estou voltando a atualizar este site depois de quase um mês de hiato.

A festa começa no dia 26/07 e termina no dia 31/07. Cheguei no domingo (23/07), para além de curtir o evento, curtir um pouco a cidade, repleta de bares, pessoas bacanas e aquele ar leve e calmo, que toda cidade praiana possui.

Confesso que nesses primeiros dias, estive mais focada em me divertir com outras coisas que procurar eventos literários pré Flip, que nem sei se realmente tem. Portanto, a literatura não está fazendo parte dos meus dias, apenas recebo de volta um sorriso simpático quando digo que estou na cidade para a Flip. “É a nossa festa mais bonita”, escuto.

Para ler, eu trouxe “A Amiga Genial“, da Helena Ferrante e também “Anarquistas, graças a Deus“, da Zelia Gatai. Acredito que não vou concluir a leitura desses livros durante essa viagem, mas uma leitura na praia, mesmo que por pouco tempo, conforta o coração de qualquer leitor. É o que vou fazer agora!

O Diário de Viagem volta amanhã, se der. Por enquanto, para finalizar o post, um trechinho de Lima Barreto, o autor homenageado da Flip:

Parece-me que o nosso dever de escritores sinceros e honestos é deixar de lado todas as velhas regras, toda a disciplina exterior dos gêneros, e aproveitar de cada um deles o que puder e procurar, conforme a inspiração própria, para tentar reformar certas usanças, sugerir dúvidas, levantar julgamentos adormecidos, difundir as nossas grandes e altas emoções em face do mundo e do sofrimento dos homens, para soldar, ligar a humanidade em uma maior, em que caibam todas, pela revelação das almas individuais e do que elas têm em comum e dependente entre si. (BARRETO, Lima. Artigo “Amplius”, publicado em 1907)

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Francine Ramos

Criou o Livro&Café em 2011, é professora de Língua Portuguesa, adora ler e trabalhar com mediação de leitura. Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

4 Comments
  1. Fran, que saudades dos seus vídeos!!!
    Meninaaa, um dia ainda vou conseguir ajustar meus afazeres para conseguir ir na FLIP! Aproveita para passear bastante, vale o passeio em Paraty também.
    Este ano tem Bienal no RIO, você vai??
    Beijocas

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“Livros, o precioso sangue dos espíritos imortais” Virginia Woolf