Fahrenheit 451 (Ray Bradbury): ler é o maior ato de rebeldia

“Aqueles que queimam livros acabam, cedo ou tarde, por queimar pessoas.”
Heinrich Heine, poeta alemão (1797 – 1856)


Difícil escrever sobre Fahrenheit 451 (Ray Bradbury) e não dizer tudo o que já foi dito. O livro é um queridinho no universo dos leitores e realmente possui uma história muito envolvente para os amantes dos livros. Imaginar uma sociedade controlada porque não permite nenhum tipo de leitura é totalmente possível, pois, infelizmente, o acesso aos livros é um problema real.

A obra de Ray Bradbury, publicada em 1953, é sobre uma sociedade distópica em que os bombeiros são responsáveis por queimar livros. Ou seja, quem ainda comete o grave delito da leitura (ou de ter uma biblioteca em casa) acaba sendo pego por esse governo autoritário que controla seu povo retirando a possibilidade do conhecimento e fornecendo remédios para que todos se sintam, alienadamente, felizes.

O personagem principal chama-se Guy Montag, ele é um bombeiro, casado com Mildred e, no início da história, satisfeito com a vida que tem. Porém, ele acaba conhecendo a garota Clarisse. Uma pessoa bastante misteriosa para ele, que tem um jeito diferente de ver o mundo, é muito questionadora e observadora. Os encontros, ao acaso, com Clarisse, faz Guy transformar-se em uma nova pessoa, capaz de enfrentar as autoridades, mas, principalmente, capaz de reavaliar a própria existência.

Em 1933, os nazistas queimaram livros em praça pública e foi exatamente isso que inspirou o autor a escrever a obra. A mensagem é simples: queimar as fontes de conhecimento é um caminho para controlar o povo.

O livro é um grande alerta. Ainda não temos bombeiros que colocam fogo em livros, mas temos um governo que não valoriza o conhecimento e pessoas alienadas, consumistas e que acreditam em tudo o que passa no telejornal. Nesse sentido, Fahrenheit 451 já é aqui. Por outro lado, o livro também mostra que a leitura e o conhecimento é a nossa maior rebeldia e salvação.

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Francine Ramos

Criou o Livro&Café em 2011, é professora de Língua Portuguesa, adora ler e trabalhar com mediação de leitura. Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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