Os Anos, um livro difícil

Virginia Woolf é difícil. Respirem fundo e me entendam: comecei a leitura do livro Os Anos no início de janeiro e ainda estou na metade do livro que tem 500 páginas, mais ou menos.

Quando ela decidiu escrever esse romance, a ideia era de um história que compreendesse um grande período cronológico e que falasse sobre TUDO. Vocês conseguem entender a dimensão da palavra TUDO através dos lábios de Virginia Woolf? Continue lendo

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Charles Bukowski e os melhores momentos na vida

Ou sábado ou domingo, vou colocar parágrafos de alguns livros aqui no blog, mas para um controle meu, trechos dos livros de Virginia Woolf não apareceram por aqui, pois eu tenho um outro espaço exclusivo pra ela, ok? Vamos lá?

Frequentemente, os melhores momentos na vida são quando a gente não está fazendo nada, só meditando, ruminando. Quer dizer, a gente pensa que todo mundo é sem sentido, aí vê que não pode ser tão sem sentido assim, se a gente percebe que é sem sentido, e essa consciência da falta de sentido já é quase um pouco de sentido. Sabe como é? Um otimismo pessimista.

Charles Bukowski. Pulp, tradução de Marcos Santarrita, L&PM Pocket, p. 131.

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1 ano de Livro & Café, James Joyce e…

Ontem o blog fez aniversário, e como expliquei no post anterior, vou divulgar o vencedor (a) da promoção “1 ano de Livro & Café“. Confesso que foi muito difícil chegar ao resultado, pois todos os participantes deixaram mensagens lindas no blog, a bobona aqui ficou emocionada!

Mas antes do resultado, vamos a uma simples coincidência: este blog faz aniversário junto com James Joyce! um escritor irlandês adepto ao “fluxo de consciência”, o estilo de escrita que também consagrou Virginia Woolf e outros escritores modernos, não é lindo? A grande obra dele foi o romance Ulisses, escrito entre 1914 e 1921, onde a história acontece em apenas 1 dia – 16 de junho de 1904 e faz referência a Odisséia, um poema épico escritor por Homero. Ainda não li Ulisses, mas ele faz parte das minhas leituras obrigatórias, talvez eu comece a devorá-lo no segundo semestre deste ano. Edições novas vêm aí, pois, assim como as obras de Virginia Woolf, os livros de James Joyce também entraram em domínio público neste ano. Que o mundo não acabe, 2012 está tão bom!

E quem vai levar pra casa 2 livros é: Carolina Mello
Vejam que mensagem bacana ela deixou no blog:

Carolina Mello
11/01/2012 às 9:10 PM

Tem muita gente por aí que escreve. Mas naturalidade não é das coisas mais fáceis de se achar nesse mundo de resenhistas, críticos e pitaqueiros. Quando leio uma resenha, procuro conhecimento de causa, escrita boa e criativa. Mas quando leio um blog, além destes fatores, quero aquela pessoalidade gostosa que o “pessoal da revista e do jornal” insiste tanto em nos negar.
Esses dias estava eu e um amigo conversando sobre como tem mais gente que escreve poesia do que gente que lê as malditas. Aí eu me lembrei de um trecho de um post seu, sobre um poema do Pessoa, e copiei e colei pro amigo. Era esse aqui: “Eu não gosto do vazio da poesia. Me refiro ao vazio que fica na folha de papel; tanto espaço para ser preenchido, mas que fica lá, branco como um nada; e algumas palavrinhas no canto do papel, espremidas, diminuídas e, que me causam um enorme pavor, cheia de rimas, elas me incomodam, como se fossem a garantia da estagnação do autor, parece simples fazê-las, parece zombaria, e por isso eu prefiro a prosa”. Eu gosto muito desse trecho, primeiro porque me identifico, segundo porque ele é lindo. Hoje mesmo estava lendo um metatexto da Carol Bensimon e me lembrei dele (provavelmente por isso tive a ideia de citá-lo aqui), a graciosidade com que é descrito um pensamento, salpicando de relações engraçadinhas-inusitadas (as rimas – estagnação do autor; a disposição em versos – desperdício de papel), causando um efeito interessante. Esse trecho conseguiu me marcar, e ele é a síntese desse jeito que você escreve e que me faz vir aqui ler, mais até do que os livros resenhados propriamente ditos. E a história da discussão minha e do meu amigo acabou que ele quis saber de quem era o trecho e eu passei o link do blog.

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E agora deixa de ser resposta à pergunta pra virar mero comentário: parabéns por esse ano de blog! Reza a lenda que a vida média de um blog é de 40 dias, e eu bem sei que é preciso esforço pra ultrapassar essa marca. E que muitos outros anos venham, é claro (:

Parabéns, Carol! Logo, logo você vai receber em sua casa dois livros bons e lindos:

Um muito obrigada a todos os participantes!
Até a próxima! :)

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Selo do blog

E a amiga Jeniffer Santos me deu um susto quando perguntou: cadê o selo do seu blog? Percebi que eu nunca tive selo, mas agora eu fiz, tá tosquinho, eu sei, mas é o melhor que eu faço. Se algum fera em designer e afins quiser montar um selo melhor, agradeço! :)

E olhem só, temos três modelos! Uou! :P
Copiem e colem onde quiserem, o SOPA não vai pegar vocês.  

Modelo: GRANDE
Copie e cole:

Modelo: MÉDIO-A
Copie e cole:

Modelo: MÉDIO-B
Copie e cole:

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Clube do Livro

Desde o ano passado, Jeniffer Santos e eu somos organizadoras do Papo Literário, um grupo no Facebook para os amantes de livros. Foi ideia dela, nas primeiras semanas ela me chamou para colaborar  e lá estou. Em um ano conversamos sobre livros e, principalmente, sobre notícias do mundo literário. Neste ano, através da ideia de uma participante, a Valéria Natti von Arcosynasceu o Clube do Livro do Papo Literário onde a tarefa é simples, e não obrigatória: ler um livro por mês e discutí-lo on-line. 

De forma democrática, chegamos ao número de 20 livros que os participantes gostariam de ler e pelo Random.org, sorteamos quais livros iriam “lutar” com outros para, ao final, por votação entre os participantes, termos apenas 10 livros. A votação de Fevereiro já foi finalizada, vamos ler Madame Bovary, de Gustave Flaubert, abaixo as próximas disputas, vamos lá?

MARÇO
A obscena senhora D., Hilda Hilst X Morte em Veneza, Thomas Mann

ABRIL
O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald X On The Road, Jack Kerouac

MAIO
Noites de Tormenta, Nicolas Spark X Precisamos Falar Sobre o Kevin, Lionel Shriver

JUNHO
Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado X O Velho e o Mar, Ernest Hemingway

JULHO
Budapeste, Chico Buarque X O Hobbit, J. R.R. Tolkien

AGOSTO
As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain X Morangos Mofados, Caio F. Abreu

SETEMBRO
O país do Carnaval, Jorge Amado X Mulher Perdigueira, Fabrício Carpinejar

OUTUBRO
Memórias de Minhas Putas Tristes, Gabriel Garcia Márques X Travessuras da Menina Má, Mario Vargas Llosa

NOVEMBRO
A máquina de Fazer Espanhóis, Valter Hugo Mãe X Orlando, Virginia Woolf
Livros - Submarino.com.br

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Pequena Abelha, de Chris Cleave

por Alex Sens

“Às vezes eu penso que gostaria de ser uma moeda de uma libra esterlina em vez de uma menina africana. Todo mundo ficaria satisfeito ao me ver.” A comparação e o desejo incomum de ser um objeto essencialmente de valor, de ser não só a vera causa de grande parte da felicidade humana e de suas conquistas, mas também sinônimo de liberdade e segurança, em vez de um ser humano, passível de sofrimento e de desafios, obrigado a sentir e ser sobretudo racional, faz de Pequena Abelha uma narradora singular na literatura contemporânea, a começar por seu nome e por sua misteriosa história.

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Resultado da Enquete

A enquete foi fechada no dia 05/01/2012, abaixo o resultado. E se eu não cumprir o que manda, vocês podem puxar minha orelha.

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