Preparando uma fogueira, de Jack London

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Mais uma vez eu digo que as histórias escolhem a gente. Eu estava, há duas semanas, com o conto Preparando uma Fogueira do Jack London para ler. Mas os dias estavam passando e eu não conseguia. Cheguei a abrir o arquivo, mas nada. Eu olhava para aquele conto e as palavras não me chamavam. Mas hoje foi o dia dele.

O dia amanheceu gelado, acordei com frio, precisando de mais um cobertor, mas já estava na hora do almoço em família, ignorei-o e levantei da cama. Fiz todo o processo até estar pronta – casa dos pais – conversas de família – risos – emoções. E voltei pra casa, liguei o notebook e só pensei no conto, era a hora dele.

Leia também: O Chamado Selvagem (Jack London): como a besta primordial e dominadora surgiu?

Jack London foi um escritor americano, ele é conhecido pelo livro Caninos Brancos escrito em 1910 que ganhou uma adaptação para o cinema em 1991 que conta a história de um homem e seu amigo, um cachorro, num ambiente extremamente gelado.

Sobre o conto “Preparando uma fogueira”

No conto Preparando uma Fogueira também temos o clima frio em torno da história e, parando para analisar, o próprio frio é personagem da história. Os primeiros parágrafos é a narração do ambiente, depois somos apresentados a dois personagens: um homem e um cão. O cão, diferente em Caninos Brancos, não mantém uma amizade com o homem, mas o acompanha.

A narração breve é sobre os temas sobrevivência e solidão (lembrei do filme 127 horas) e, também, nos faz rever nossos conceitos sobre frio e calor. Eu nunca tinha lido uma narração tão boa sobre o inverno quanto a do Jack London, quando cheguei à terceira página do livro fiz uma pequena pausa: fui até a cozinha e enchi minha caneca de café, fui até o quarto e peguei meu cobertor – o mesmo que ignorei pela manhã – e voltei para o meu escritório: me acomodei na cadeira e me enrolei no cobertor, me aqueci. E então consegui terminar de ler a história que, a cada página, me fazia sentir mais frio, assim como o personagem quase congelando no inverno de cinquenta graus negativos. Que boa história, Jack London! Que boa história!

Abaixo um curta, feito por David Cobham

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Francine Ramos
Editora da Livro&Café desde 2011. É professora de Língua Portuguesa e tenta ser escritora (um conto seu foi publicado na coletânea Leia Mulheres, em 2019). Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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2 comentários

  1. Olá, Francine!

    Estava procurando outro texto e de alguma forma vim parar aqui (a internet e seus buracos de minhocas!). De qualquer forma, acabei gostando da descrição e fui reler esse conto. Estava precisando de uma leitura dessas nessa madrugada calorenta rs…

    Não sei se leu esse conto em um livro separado ou numa coletânea (que é o meu caso), caso seu livro livro seja igual ao meu, sugiro a leitura dos contos “O Mexicano” e “O China”. A narrativa do Jack London nesses dois contos é incrível.

    Abraço!

    • Oi, Luiz! Eu li o conto em pdf, no computador mesmo. Do Jack, livro físico, eu tenho o Chamado Selvagem, que é incrível também. Vou pesquisar os contos que você me indicou, obrigada!

      Francine

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