Diário de Leitura – Grande Sertão: Veredas (2) Viver é muito perigoso

“Viver é muito perigoso”, parece frase de Clarice Lispector, mas é de Guimarães Rosa e aparece com frequência no livro.

Segundo dia de Grandes Sertões: Veredas. O pior está sendo organizar o tempo. Tentei ler ontem na faculdade, durante as aulas, mas foi em vão. Guimarães precisa de um tempo só pra ele; um tempo, silêncio e um lugar confortável. Tive um pouco disso hoje em casa, por uma hora, e avancei até a página 62, estou atrasada, eu deveria estar na página 120. Se eu continuar neste ritmo não conseguirei ler até o dia da prova, mas sei que vou ler este livro até o final. Como é possível largar os grandes sertões pela metade? O quadro ainda está sendo pintado na minha mente. O início é um pouco fragmentado: o narrador contando causos de sua vida, discutindo a existência de Deus e o Diabo, confessando seus sentimentos por Diadorim, incluindo personagens ali, outros acolá; um quadro! Todo o sertão sendo pintado com um fino pincel para cada detalhe ser visto com perfeição: ver e sentir as veredas.

Confesso que peguei no sono e sonhei com o sertão. A minha sala virou uma coisa assim laranja, assim apagada e quente e no canto da sala estava Diadorim com a cara da Bruna Lombardi. Pulei da cama, eu estava atrasada para a faculdade.


Onde comprar “Grande Sertão: Veredas”: Amazon





Saraiva

Francine Ramos

Faz da Livro&Café parte essencial de sua vida desde 2011. É professora de Língua Portuguesa, adora ler, escrever (um dia vai publicar um livro) e trabalhar com mediação de leitura. Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

Não há comentários. Seja o primeiro!

Deixe uma resposta.

O seu endereço de e-mail não será publicado