Sem parar para pensar – Arthur Schopenhauer

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… se alguém lê continuamente, sem parar para pensar, o que foi lido não cria raízes e se perde em grande parte. Em todo caso, com o alimento espiritual ocorre a mesma coisa que com o corporal: só a quinquagésima parte do que alguém absorve é assimilada, o resto se perde pela transpiração, respiração e, assim por diante.
Além de tudo, os pensamentos postos em papel não passam, em geral,  de um vestígio deixado na areia por um passante: vê-se bem o caminho que ele tomou, mas para saber o que ele viu durante o caminho é preciso usar os próprios olhos.

A Arte de Escrever, Arthur Schopenhauer, tradução de Pedro Süssekind. L&PM Pocket, p.128/129

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Os três tipos de autores, segundo Arthur Shopenhauer

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Francine Ramos
Editora da Livro&Café desde 2011. É professora de Língua Portuguesa e tenta ser escritora (um conto seu foi publicado na coletânea Leia Mulheres, em 2019). Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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6 comentários

  1. Dificil de entender, infelizmente acho que nunca vou entender. Mas que se foda!Prefiro continuar tentando entender!

  2. Concordo plenamente com isso: qualidade vale muito mais que quantidade.
    Comigo já aconteceu de uma certa pessoa não me aceitar em uma Rede Social sobre literatura porque a minha lista de livros lidos tinha menos livros que a sua.
    É como a Mari falou, algumas pessoas querem mesmo competir pra ver quem consegue ler mais… mas, será que fica algo de todas essas leituras apressadas?
    😉

  3. Concordo com vocês, meninas! O importante é a qualidade e não a quantidade!

    Tem um escritor, não me lembro o nome dele, mas ele afirma que muitas vezes é melhor você reler um mesmo livro do que ficar lendo qualquer coisa que aparece à frente.
    Eu acho que a vida é muito curta pra gente perder tempo com livros ruins e/ou leituras aceleradas 😉

  4. Saber ler não é somente saber traduzir as palavras. É bem isso mesmo que você citou. Hoje em dia as informações são tantas e tão rápidas, que sentimos a necessidade de quantidade, e só quando essa quantidade se perde é que percebemos que devemos nos preocupar mais com a qualidade das informações e dos textos e refletir sobre eles.

  5. Concordo muito com a Mari. E nesse desatino pela quantidade, muitas vezes desconsiderando a qualidade, perde-se o maior propósito que é admirar a arte da escrita, o prazer indiscutível da literatura.

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