Borges, Nietzsche e Platão

Leio em Borges sobre a doutrina dos ciclos atribuída a Nietzsche. O número de todos os átomos que compõem o mundo é finito e, enquanto tal, capaz somente de um número finito de combinações. Em um tempo infinito, o número das permutações possíveis será atingido, e o universo será obrigado a repetir-se.
Agora, leio o pensamento de Platão apresentado por Borges a respeito do que o argentino chama de eterno retorno. Todos os planetas, equilibradas suas diversas velocidades, retornarão ao ponto inicial de partida. Esta revolução constitui o ano platônico, no fim do qual renascerão os mesmos indivíduos para cumprir o mesmo destino. Nada há, hoje, que não tenha sido.

Em que coincidentemente se reincide. Leila de Souza Teixeira. Dublinense, p. 19

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Francine Ramos
Editora da Livro&Café desde 2011. É professora de Língua Portuguesa e tenta ser escritora (um conto seu foi publicado na coletânea Leia Mulheres, em 2019). Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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