A mulher mais linda da cidade & outras histórias” faz parte da Coleção 64 páginas da L&PM Pockets e contém 7 ótimas histórias do escritor conhecido como “o velho safado”.

Se você não curte o estilo de vida de quem frequenta os bares da cidade e que adora o efeito etílico no organismo, talvez você não goste de Charles Bukowski. E, para agravar todo esse “não gostar”, se você é da espécie rara que não fala palavrão e acha o mundo cor-de-rosa, você não vai gostar de Charles Bukowski. Mas, calma, espere, há uma luz ao final dessas premissas: se você simplesmente gosta de ler e é capaz de deixar o livro te levar para um mundo diferente, você irá gostar de Charles Bukowski, porque é isso o que ele melhor faz!

Por meio de suas palavras sinceras, ele te leva para um passeio onde a personagem principal também é a confiança que depositamos em suas frases.

O tema da primeira história é a paixão pela mulher mais linda da cidade, que sofre de depressão, se prostitui e não gosta de ser bonita. A segunda história, Kid Foguete no Matadouro, é sobre a decadência de um ex-atleta e suas dificuldades em novos trabalhos. O terceiro personagem, o próprio Charles Bukowski, conta sobre o dia em que ele foi parar na cadeia, Na cela do inimigo público número um, é o nome.  

Outra história do livro “A mulher mais linda da cidade”, como se complementasse a anterior, mostra as situações de sobrevivência vividas pelos presidiários e leva o título de Cenas da penitenciária. A 5ª história, e a mais violenta, envolve um personagem famoso em decadência, pois narra o Assassinato de Ramon Vasquez, um velho ator de cinema americano que, por ser ingênuo demais, coloca dois bandidos cruéis dentro de sua própria casa.

O sexto conto é uma pergunta “Você aconselharia alguém a ser escritor?”, que rende boas risadas através das situações do personagem Henry Chinaski, o mesmo do clássico Misto-Quente, que agora está mais maduro e, claro, tornou-se um poeta respeitado.

E o último, “Vulva, Kant, e uma casa feliz” é o título que conclui o que já fica exposto nas histórias de Bukowski: se as histórias apresentam personagens corretos ou não, ambientes sociais positivos ou não, é um detalhe que cada escritor escolhe e isso não define boa ou má literatura. Então, no mundo sujo, obscuro e podre americano, Charles Bukowski mostra os limites mais baixos da vida humana, com ironia, sarcasmo e acidez.

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