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O twitter @woolfv está no ar há muito tempo e possui mais de 9.000 seguidores. Quase sempre, uma frase da escritora inglesa Virginia Woolf é postada, frases realmente retiradas dos livros dela, pois além do amor por essa escritora, respeito a literatura e não quero ver uma frase falsa se espalhando por aí, como acontece com vários escritores que ficam “famosos na internet”. Cada frase lida no twitter está devidamente grifada em meus livros. Abaixo, a lista de frases mais retuitadas nos últimos 3 meses:

A vida é um sonho. É o despertar que nos mata. Quem nos rouba os sonhos rouba-nos a vida.

Você é real para alguns – Eu para outros. Quem vai decidir o que é realidade?

Livros: o precioso sangue dos espíritos imortais.

E percebo que o poema é feito do som da tua voz.

Odeio espelhos que me revelam o meu verdadeiro rosto.

Um impulso selvagem de seguir os pássaros até o fim do mundo.

A biblioteca é sempre o aposento mais simpático de uma casa.

Eu não rezo. Vingo-me do dia.

Agora vou embrulhar minha angústia dentro do meu lenço.

Onde há uma vontade há sempre um meio de cumpri-la.

A brisa abria lacunas entre as palavras.

Chovia como se todas as pessoas do mundo chorassem.

Todos parecem fazer coisas apenas neste momento e, depois, nunca mais. Nunca mais. A urgência de tudo isso é assustadora.

Todos esses olhos expandindo-se e estreitando-se, alguns adaptados à luz, outros às trevas.

Toda exibição é vaidade.

Fadiga é o melhor sonífero.

O seu encorajamento é um gole de champanhe no deserto.

Você destruiu minha solidão.

Mas o que é felicidade? Eu a defino ser um brilho no olhar.

Há no amor alguma coisa profundamente ridícula.

De tudo que existe, nada é tão estranho como as relações humanas, pensou ela, com suas mudanças, sua extraordinária irracionalidade.

Uma decepção de amor envenena – ao que se diz – a vida inteira de uma mulher.

Tudo é possível. Quem sabe o que pode acontecer antes que a noite caia?

Não é o amor à verdade, mas o desejo de prevalecer que levanta bairro contra bairro e faz uma paróquia desejar a derrota de outra paróquia.

Tudo o que peço é que me deixem ficar mofando na solidão.

Havia fantasmas na sala, e um deles, estranha e tristemente, era o fantasma de si mesma.

Um gato sempre se aproxima de um homem bom.

Preciso de uma linguagem reduzida como a dos amantes.

Foi uma conversa muito amena, e a prova é que nós (eu, pelo menos) não nos importávamos que houvesse silêncios.

Alguma coisa jaz no mais profundo do meu ser.

Não somos simples como nossos amigos gostariam que fôssemos para irmos ao encontro de suas necessidades. Ainda assim, o amor é simples.

Pequenas palavras insignificantes agora revelavam nuances no sentido que alteravam o próprio sentido.

Tinha ela o estranho poder de vibrar os nervos da gente, como se fossem cordas, sim.

A melancolia diminui à medida que vou escrevendo.

Mas o que é felicidade? Eu a defino ser um brilho no olhar.

Há infelicidade em todo o lado; está mesmo atrás da porta; ou há estupidez, o que é pior.

Como saem espectros de uma noite sem sono.

Por que tenho de pensar? Quisera não pensar. Quisera ter cortinas na mente…

Você nem imagina que legado a insanidade deixa por trás.

Mais uma vez me sinto imune, de pés no chão, uma lutadora.

Como explicar loucura e amor em prosa sóbria?

Quero outra ilusão para poder continuar. E é nisso que consiste a minha infelicidade.

Como muita gente, acho, vivi quase inteiramente de ilusões, e agora estou na fase embaraçosa de descobrir que foi assim mesmo.

Às vezes lhe parecia que era diferente das outras pessoas, que tinha nascido cego, surdo e mudo para as coisas comuns.

Não possuímos as palavras… Elas estão por trás dos olhos, não sobre os lábios. É isso.

Então era assim: a pessoa olhava, falava; era isso o amor.

Quanto tempo se consegue viver só?

Contentar-se-ia em ficar quieta para sempre se uma cota de felicidade pessoal lhe fosse concedida.

Como se poderia expressar em palavras essas emoções do corpo? Como expressar aquele vazio ali?

Sua própria felicidade dera-lhe a convicção de que todo mundo devia ser feliz também.

Não se distancie de mim com sua fluência e sua plenitude. Pare. Pergunte pelo meu sofrimento.

Embora raramente permeável ao amor pela humanidade, às vezes tenho pena dos pobres que não leem Shakespeare.

É a maldição da vida dos escritores, quererem ser elogiados e serem assim tão humilhados pelas censuras ou pela indiferença.

O amor deixa a gente solitário.

Pois não tem fim a loucura do coração humano.

Não se podia amar duas vezes, disse ele. E que poderia ela responder-lhe? Que, de qualquer modo, era sempre melhor ter amado.

Sou tão ruim quanto você, talvez pior.

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Francine Ramos
Editora da Livro&Café desde 2011. É professora de Língua Portuguesa e tenta ser escritora (um conto seu foi publicado na coletânea Leia Mulheres, em 2019). Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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4 comentários

  1. Oi Francine! Aquela frase.. “to look life in the face..” é realmente de Virgínia ou do livro “As Horas” de Michael Cunningham?

    • Eu desconheço uma carta de Virginia para Leonard com essas palavras. Se ela é do filme As Horas, é muito provável que seja do Michael Cunningham, o cara que escreveu o livro As Horas ou do roteirista David Hare…. No filme, o que foi escrito por Virginia Woolf é a carta de suicídio, que aparece na cena que a atriz Nicole Kidman entra no rio Ouse: “Dearest, I fell certain I going mad again”…

  2. Oi Francine, aqui eu de novo rs. o trecho “Não somos simples como nossos amigos gostariam que fôssemos para irmos ao encontro de suas necessidades. Ainda assim, o amor é simples.” Faz parte de qual livro da Virginia? P.S: Prometo que essa é a última pergunta que faço sobre a frases kkk.

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