Píppi a bordo (Astrid Lindgren): uma história grandiosa

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Se você já assistiu a (melhor) série (de todos os tempos) Gilmore Girls se lembrará do episódio onde há um encontro duplo num cinema alternativo de uma cidade alternativa, onde filmes Cult são exibidos. E neste encontro duplo descobre-se que um dos integrantes não conhece Píppi Longstocking, e passa a ser chamado de “O virgem em Píppi”. Para os virgens que lêem a matéria, há vários filmes como também vários livros. E aqui vou eu lhes tirar a virgindade.

Algum tempo atrás, não sei exatamente quando, um dos diretores que eu mais adoro fez um filme em que a protagonista era uma criança dona de si mesma. A crítica o crivou. Em resposta, Terry Gilliam disse que havia feito um filme sobre a infância, e não um filme para crianças (o que definitivamente Tideland não é). Ao ter um pouco mais de idade você vê Píppi a Bordo como um livro um pouco macabro (eu achei macabro) sobre a infância.

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Uma vez disse ao meu psicólogo sobre o “não acabamento final” das crianças, e essa imaturidade me fascinava. Contrapondo-me, ele me falou que as crianças sofriam tanto quanto os adultos e tinham o mesmo grau de angustia e maldade e outras variáveis. Até os gordinhos e fofos nenês ele me tirou a fantasia ao falar da agressividade existente ao chupar o seio por leite.

Resumindo, somos todos farinha do mesmo saco mesmo que em diferentes estágios temporais. Eis que considero o livro de Pippi de uma imensa genialidade por Astrid Lindgreen ter se travestido de criança de desbravado seu mundo através de Pippi.

E mais uma vez me dirigindo aos virgens, tudo ficará mais claro quando souberem quem é Pippi. Pippi é uma garota lá pelos dez anos que tem super força, super riqueza e mais super tudo. Além do que, ela vive sozinha, sem pais para lhe dizerem o que, como, e quando fazer o que quer que seja. Ela dorme quando quer, brinca quando quer, convive com quem quer, e o mais importante de tudo, salva quem quer. Tal fato pois Pippi vive ajudando toda sorte de crianças no decorrer do livro, compra milhares de doces para todos, milhares de brinquedos, ela mesma faz as leis, e até os adultos são subordinados a ela.

Mas ela, por sua vez, não tem o cognitivo treinado o suficiente para se cuidar, como no episódio em que se entope de remédio para curar um mal estar estomacal. O livro é um intenso tiroteio e diversas percepções, mas também, diferente de Gilliam, é um livro sobre crianças que também É para crianças. Então o leitor resolve como lerá a história da grandiosa Píppi.

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Alister Vieira
Life's short, talk fast

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2 comentários

  1. Amo Gilmore Girls e é com vergonha que sou uma Virgem em Píppi 🙁 Quero muito ler os livros e assistir ao filme. Sua resenha só me deixou com ainda mais vontade!

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