“Orlando”, escrito por Virginia Woolf, é uma obra que desafia categorizações convencionais, mesclando elementos de romance, fantasia e biografia fictícia. A história acompanha a vida de Orlando, um nobre inglês do século XVI que vive uma vida extraordinária marcada por viagens, amores e transformações. O personagem atravessa séculos, experimentando mudanças de gênero e explorando questões de identidade, enquanto testemunha a evolução da sociedade e da cultura europeia.

    Ao longo da narrativa, Woolf explora temas como o tempo, a identidade e o papel da arte na vida humana, tudo isso através de uma prosa rica em detalhes e nuances psicológicas. Por meio das aventuras e reflexões de Orlando, o leitor é levado a questionar as noções preconcebidas sobre gênero, história e autenticidade, mergulhando em uma jornada literária fascinante e provocativa.

    No Brasil, há várias editoras que publicaram a obra. A seleção abaixo foi feita a partir da edição da Nova Fronteira, com tradução de Cecília Meireles.

    Abaixo estão 13 pequenas grandes frases do livro Orlando, escrito por Virginia Woolf (Nova Fronteira, tradução de Cecília Meireles), que conta a história de um personagem que vive da era vitoriana ao século XX.

    Seus amarelos olhos de falcão luziram sobre ele como se lhe quisessem penetrar a alma. (p. 13)

    (…) nenhum rapaz teve, nunca, olhos daqueles, que pareciam pescados do fundo do mar. (p. 21)

    Riu-se, mas o riso, nos seus lábios, gelou-se em maravilhamento. A quem havia amado, que havia amado até ali? (p. 22)

    O amor não tinha sido para ele mais que serradura e cinzas. (p. 22)

    Entre a felicidade e a melancolia não medeia espessura maior que a de uma lâmina de faca. (p. 25)

    A vida do homem acaba no túmulo. Somos devorados pelos vermes. (p. 32)

    E não chegou a saber se era o mais divino dos gênios oi o maior louco do mundo. (p. 46)

    Porque amava a literatura tanto quanto a sua própria vida. (p. 50)

    Enquanto a fama tolhe e constrange, a obscuridade envolve o homem como um nevoeira; a obscuridade permite que o espírito siga o seu destino, desimpedido. (p. 57)

    Nada, porém, pode ser mais arrogante, embora nada seja mais comum, do que assentar que de deuses só existe um, e de religiões nenhuma outra senão a de quem fala. (p. 96)

    Por isso a sociedade é, ao mesmo tempo, tudo e nada. A sociedade é a mais poderosa mistura do mundo, e a sociedade não existe. (p. 107)

    Vida? Literatura? Converter uma na outra? Mas que monstruosa dificuldade! (p. 160)

    Nada, então, vai acontecer, nesta pálida manhã de março, para mitigar, velar, cobrir, ocultar, amortalhar este irrefutável acontecimento? (p. 164)

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