#6 [Diário de Leitura Graça Infinita] O Retorno

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No início deste ano resolvi ler Graça Infinita e também fazer o Diário de Leitura, que consiste em posts semanais ou mensais sobre o processo da leitura, pontos que mais gostei, que menos gostei, etc. Junto, aproveitei para levar o Diário de Leitura para o canal Livro&Café. Tudo correu muito bem até março, quando empaquei na página 300 e pouco. Motivos: outros livros se mostraram mais interessantes e comecei a achar a história de David Foster Wallace algo muito maluco, complexo e sem sentido.

Mas, como eu não sou de desistir e também por reconhecer os pontos fortes do livro – narrativa original e interessante, personagens fortes, etc – resolvi retomar o diário de leitura e assim finalizá-lo até o final deste ano.

Li nesta semana 100 páginas, chegando à pagina 400 e a partir de agora, tenho um cronograma que, em média, me fará ler cem páginas por mês:

400 a 500: Agosto

500 a 600: Setembro

600 a 700: Outubro

700 a 800: Novembro

800 a 1000: Dezembro

Antes de reiniciar a leitura – lembranças/satisfações:

  • a família Incandenza;
  • os amigos Steeply e Marathe que possuem opiniões políticas tão diferentes;
  • Orin joga futebol americano;
  • Hall, seu irmão, tênis;
  • Orin tem uma namorada, a Joelle, que estuda cinema, mas parece ser viciada em cocaína;
  •  Ainda lembro do trecho da página 209, tão lindo.

Cheguei à página 402:

Apareceu um tal de Tony Krause, tendo convulsões no trem. Senti solidão.

Foi divertido conhecer a professora Mary Esther Thode. Ela criou uma tese sobre uma pessoa que tem duas doenças que causam um paradoxo: cleptomania (gosta de roubar) e agorafobia (tem medo de sair de casa). O dilema é que se a pessoa tem agorafobia ela não sai de casa, mas ela tem desejo de roubar, porque é cleptomaníaca, mas ela não consegue sair porque tem agorafobia. E aí? Tipo cachorro correndo atrás do próprio rabo. Mas a grande pergunta é: por que isso está na história? Será importante? Não sei, não faço ideia.

Perguntas: quem são os caras em cadeiras de rodas? Um dos irmão Incandeza já mostrou que não gosta da presença deles. Um deles é o Steeply ou Marathe? Não me lembro…

Coisas irritantes: muitas frases com “meio que isso”, “meio que aquilo”. Como será isso em inglês?

Foi triste saber do destino de Joelle…

Anotações aleatórias porque o livro é assim também.

402 páginas de 1.141 páginas existentes. Eu morro tentando.


Graça Infinita (David Foster Wallace)

Companhia das Letras, tradução de Caetano W. Galindo
Literatura Americana, 1141 páginas, 2014.
Título original: Infinite Jest

Onde comprar: Amazon (e-book), Livraria CulturaSaraiva ou Submarino

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Francine Ramos
Editora da Livro&Café desde 2011. É professora de Língua Portuguesa e tenta ser escritora (um conto seu foi publicado na coletânea Leia Mulheres, em 2019). Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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2 comentários

  1. Faço este comentário em Dezembro, curiosíssima para saber se conseguiu cumprir com seu cronograma, se concluiu a leitura e, principalmente, o que achou-e-como-terminou-esta-salada-msta .
    Bj

    • Oi, Denise! Cheguei na página 800. 🙂 Quero terminar nesta semana. Não estou gostando muito…acredito que consegui chegar até aqui porque eu tinha esperanças que a história ficasse boa. Gosto de alguns personagens e ainda tenho alguns momentos interessantes com a leitura, mas, no geral, estou achando muito cansativo e chato…
      Não fiz mais uma atualização do Diário de Leitura porque minhas anotações estão tão confusas quanto o livro hahaha Mas acredito que na semana que ve farei um post finalizando tudo.
      Vc leu? Gostou? Tá lendo?
      Bjo!

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