#7 [Diário de Leitura Graça Infinita] Fim!

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Graça Infinita é um livro estranho, chato, confuso, obscuro, mas em alguns momentos é uma história legal. O livro diverge de muitas coisas e conceitos que um leitor possa relacionar sobre literatura, sobre narrativa. Então, hoje, 22 de dezembro de 2015, escrevo a última anotação deste diário, que teve um tempo de vida longo, pois o livro, como vocês sabem, foi um peso para mim, e não me refiro ao seu tamanho.

Se você não tem paciência para ler este post enorme, assista ao Diário de Leitura no Canal Livro&Café:

Até a página 300 eu fui muito feliz. Entre as páginas 300 a 800 senti raiva, tédio, achei o David Foster Wallace um maluco imbecil (porque tem maluco legal, incrível e inspirador, eu gosto desse tipo). E da página 800 até o fim, eu senti alívio por estar concluindo a leitura e também esperança, que algo muito interessante acontecesse na obra, mas nada me cativou.

A impressão que tenho é que você conhece Graça Infinita se ler as primeiras 300 páginas. E depois vai receber pequenas doses complementares, que ajudam a compreende um pouquinho do mundo estranho – e tão comum – que o autor criou. Os personagens ganham mais identidade também, porém, a vida deles é algo pacato, que não sai do lugar (no sentido de lugares físicos mesmo), o que é interessante, se pensarmos nos caminhos da literatura moderna, por outro lado, cansa. Os personagens passam por aventuras internas,. Hal luta contra a depressão, por exemplo.

Graça Infinita é um livro sobre família, sobre solidão, sobre vícios. Sobre o mal do entretenimento, sobre o mal da propaganda, que transmite a ideia de que a vida é fácil e linda.

Abaixo estão as minhas últimas anotações deste diário. Eu segui uma linha de “vou escrevendo aqui pra ver no que vai dar”. E acho que é isso mesmo o que tenho a escrever sobre a obra. CUIDADO QUE CONTÉM SPOILER.

Algo que ma ajudou muito a concluir a leitura foi ter usado o programa Freda no computador, é um, do tantos, que existem por aí para ler ebooks. Então, minhas anotações, no sentido de paginação, ficou bem confusa. Mas, por ser sobre Graça Infinita, acho válida toda a confusão, mas que no final a gente entende alguma coisa.

#7 Diário de Leitura Graça Infinita. Agora é maratona!

Pânico total quando o calendário saltou aos meus olhos porque restam apenas 1 mês para acabar o ano, o que também marca 1 ano de leitura do livro Graça Infinita. Este projeto de leitura não deveria ter demorado tanto, mas agora não é momento de lamentações. E sim correr atrás do prejuízo.

A pergunta principal é: o que me leva a ler Graça Infinita, pois é claro que o livro se tornou uma leitura cansativa, às vezes muito monótona e irritante…

Mas eu ainda acredito que algo muito legal vou descobrir com essa leitura. Estou na página 420 e ainda é momento de aparecerem novos personagens, por um lado isso é bom, por outro lado cansa… Então, o que eu quero dizer é que Graça Infinita é um livro de altos e baixos. Há momentos de amor, há momentos de ódio.

Então o Sr. Incandenza misturava em seus cartuchos notícias reais e falsas.

Na página 402, tem um relato da rotina (bizarra) da escola de tênis.

Quem é Lyle?

Amigo do Sr. Incandenza

Aparece na sala de musculação da escola

Talvez seja um professor

Lyle diz “não subestime os objetos”. Tipo um jargão do cara.

Lyle acompanhou Sr. Incandenza e Mario nas exibições do filme A Piada, que mostra as próprias pessoas que estão aguardando o começo do filme. A piada são as pessoas.

Os críticos acham o filme o máximo.

O próprio Sr. Incandenza diz que o filme é apenas bocó.

Fiquei pensando nos aspectos do que define algo como arte ou não.

Pag. 418.

A ONAM quer organizar um enorme caois-guerra para reconfigurar as terra EUA x Canadá.

Mostra o quanto a mídia manipula as informações.

[frase da pag. 413]

A lenda de Clipperton: o garoto que disse que iria se matar caso perdesse alguma partida de tênis.

30/11/2015

  1. 426:

A pesquisa de Hall sobre as propagandas televisivas: O caos da propaganda de tv que ocasionou o surgimento do entretenimento por cartuchos. A sensação de que o telespectador controla tudo que assisti (InterLace Entretenimento – os tais “cartuchos”), e sem a presença de propagandas. A ideia foi de Noreen Lace-Forché, “A mulher que Gates, da Microsoft, chamou de “A rainha dos Aplicativos Matadores” e Huizenga, da Blockbuster, de “A única mulher de quem eu mesmo tenho medo”.

A população não aceitava mais nenhum tipo de propaganda. Quando algum adesivo, nome ou marca aparecia em determinado produto, esse produto era ignorado pelos consumidores.

Marathe, um dos meus preferidos. Ano da Fralda Geriátrica Depend (p. 379 no computador)

Marathe (é canadense) que está em uma cadeira de rodas. Perdeu as penas em um acidente de trem. A mulher está em um coma irreversível há 14 meses.

Steeply  (é americano), outro personagem que gosto muito. Travesti.

Os dois são agentes de campo de um tipo de serviço secreto “Serviços Aleatórios”.

O que é AFR? “Os caras da Ciência Comportamental dizem que não conseguem ver nenhum tipo e objetivo político possível no horizonte da AFR.”

Os dois amigos continuam discutindo sobre política, sobre o capitalismo americano. Eles estão num lugar alto, armados, a espera de que algo aconteça. Algumas luzes aparecem no horizonte, mas eles permanecem parados, conversando. Eles estão no Canadá.
(p. 389/390 computador)

Outra cena: Eric Clipperton e Mario Incandenza. Ainda o Ano da Fralda Geriátrica Depend

Eric Clipperton é um jogador de tênis que prometeu se matar caso perdesse alguma partida. Isso fez com que ele ganhasse todas, porque nenhum jogador teve coragem de ganhar dele.

Suas vitórias não eram consideradas, porém uma pessoa de fora (México) começou a divulgar como se ele fosse um grande jogador. (p. 390 computador).

Desesperado – por motivos desconhecidos – ele vai procurar os irmãos Incandenza na escola. Mario consegue que ele entre na escola. Quando eles estão na sala – supostamente para conversar, para ouvir um desabafo de Eric, ele se mata, dando um tiro na própria cabeça.

Eric possui em seus bolsos um “relatório quinzenal de ranqueamento do NAJT”. O que é NAJT???

Nesta época o Sr. Incandenza era vivo. Mario foi com o pai no enterro de Eric.

Os pais de Eric, muito simples, achavam que os tantos troféus que ele tinha era porque o filho tinha como profissão designer de troféus.

Casa de detenção ANNET. Gately (ex-viciado) (p. 392 computador) 

Gately. Trabalha no Abrigo Shattuck. (trabalho para recompensar sua época de viciado e “invasão de Domicílio”

Stravos Lobokulas – gerente/dono do Abrigo Sattuck. Também é um ex-viciado. 

Volta para a escola de tênis. (p. 395 computador)

É informado que lá, por conta do que aconteceu com o Eric e um outro aluno que também atingiu o ranking dos melhores jogadores de tênis (se mataram por não saberem lidar com o sucesso), todas as academias de tênis devem ter “um conselheiro com ph.D. como membro permanente da equipe de funcionários, para tentar detectar possíveis reações letais” nos alunos que conseguem atingir a fama, porém não sabem lidar com isso. Na ATE tem a dra. Dolores Rusk. Os alunos a consideram inútil.

Mario e Avril Incandenza acabam colaborando muito mais com os jovens tenistas…

+ conversa do presidente EUA e secretários. Mostra a diferença política entre eles (Gentle, Velas, Tine, secretários, etc). Eles estão tramando alguma coisa muito grande, que via mudar a vida das pessoas. Algo relacionado a oferecer terras ao Canadá.

Gately está em uma reunião do AA, contando a sua experiência, do quanto é difícil acreditar em um Deus, mas que mesmo assim, para manter a sobriedade ele agrade a algo divino todos os dias, mas que por isso se sente um rato, que faz todos os dias a mesma coisa.

Personagem novo (nessa altura do campeonato, céus!): Bob Morte (Robert F.) – harleiro, agradece por ouvir a experiência de Gately no AA

Gately recorda de sua difícil infância, sozinho com a mãe alcoólatra, que apanhava do padrasto de Gately (o pai abandonou a mãe grávida de Gatey. O pai também batia na mãe).

Em outubro, ainda no Ano da Fralda Geriátrica Depend

Hal e Mario ouvem rádio, o programa da “Madame Psicose”.

Em novembro, Ano da Fralda Geriátrica Depend (p. 406 no computador) 

Rotina da escola de tênis: treinamentos, quantidade de homens, mulheres. A rotina dos alunos, a vida na academia de tênis. A rigidez dos professores. A dedicação dos alunos.

Volta pro Gately, em seu trabalho (funcionário residente da Casa Ennet). Ele pode dirigir um carro, agora que está sóbrio. No passado, perdeu o direito de dirigir por causa da lei seca.

Esse estilo do Wallace me cansa.

Parei na página 413 (no computador)

01/12/2015

Gately aprontou muito quando era usuário de drogas. Chegou a cumprir pena na cadeia por agressão. Ele aceitou ir para Ennet por medo de ir de novo para a cadeia, mas acabou gostando e se empenhando muito para manter-se sóbrio.

Pat Montenein – chegou na Casa Ennet há muito tempo, debilitada, em uma cadeira de rodas. Hoje é uma importante funcionária da casa, “chefe” de Gately. Dizem que de todos os pacientes, o preferido dela é o Gately. Eles participam de muitos trabalhos juntos (p. 419 computador)

Gately questiona a falta de fé e como, mesmo assim, ele conseguiu se livrar dos vícios. (p. 422)

Gately é o chefe de cozinha da Casa Ennet

Pré aurora, 1º de maio – AFGD – Ano da Fralda Geriátrica Depend

Steeply e Marathe – diálogo

Lobotomia, experimentos científicos em ratos, estímulos cerebrais para o prazer: “Terminal –p”, experimento em humanos  (no Canadá).

Lobotomia me fez lembrar do seriado Sens8

Relação do “terminal-p” com o Entretenimento (seriam os cartuchos de Incandenza?) – p. 428 (no computador)

Pat pede para Gately comprar outros alimentos para as novatas (vegetarianas) da Casa Aneet, que estão reclamando da comida. Gately vai com o carro de Pat, aproveita para dirigir vorazmente, mesmo sem cateira de habilitação. Ele se considera uma pessoa recuperada, mas gosta de dirigir como um maluco.

Longa descrição do caminho percorrido pelo Gately. As ruas, os lugares, as pessoas. Sono.

Gately chega a um lugar chamado “Entretenimento”.

Lucien Antitoi e Bertraundo, irmãos. Moram nos fundos da loja.

Na loja há produtos piratas, como os cartuchos de entretenimento.

Lucien, de dentro da loja vê 2 homens em cadeiras de rodas vindo na direção de sua loja.

De repente há muitas pessoas em cadeiras de rodas. São os Assassinos Cadeirantes (p. 437 computador), que matam Lucien.

Pré aurora, 1º de maio – AFGD – Ano da Fralda Geriátrica Depend
(de novo, então por que colocar o título?)

 Stephly e Marathe continuam na montanha.

Stephy pergunta a Marathe se ele não tem vontade de ver o cartucho (seria o cartucho do Sr. Incandenza?)

Aparecem então algumas explicações técnicas sobre o conteúdo do cartucho.

INVERNO, 1963 AS, SEPULVEDA, CA

Diário de quem???

Família: pai (é ator), mãe e filho (Jim)

Rotina familiar, problemas com o colchão/cama que a família tenta resolver. Ao voltar para o próprio quarto, o filho pensa em uma fórmula matemática, a partir do problema do colchão. Fica “interessado nas possibilidades da anulação” (p. 452 computador)

02/12/2015

Corta para a Casa Ennet de Recuperação de Drogas e Álcool de Enfield

Personagem Ken Erdedy – novo

Personagem Roy Tony – novo

Apareceu de novo a Kate Gompert (mulher com depressão)

Roy Tony e Erdedy brigam por causa da sessão coletiva da casa. Eles não gostaram de se abraçarem. Rola uma pequena discussão entre os pacientes, mas nada de muito grave acontece. 

Steeply e Marathe: comentam de um amigo que ficou lobotomizado por conta do “terminal p.” parece q foi uma pessoa que assistiu algo do lance do “Entretenimento” – que remete ao cartucho do Sr. incandeza. (p. 457 computador)

10 de novembro. AFGD

Estão na sala de espera da administração da escola: Hal e Michael Pemulis.

Da adm da escola: Charles, Avril (mãe de Hal) e Dolores Husk.

NÃO ACONTECE NADA DE ESPECIAL.

L

Pré aurora, 1º de maio – AFGD – Ano da Fralda Geriátrica Depend

Minha esperança é que Stephe e Marathe coloquem algum fogo nessa história porque tá muito chato.

O encontro entre Stephe e Marathe é algo muito valioso e esperado por EUA e Canadá.

As organizações “Serviços Aleatórios” e dos Cadeirantes Assassinos acreditam que Marathe (tb cadeirante) é um agente infiltrado, que finge trair a sua nação, por conta do que aconteceu com a mulher dele (que está em coma há muito tempo).

11 de novembro. AFGD

Escritório da frente da Casa Ennet

Conversa doida de Gately.

Lenz, frequentador do AA.

De novo nada de especial.

Começo de novembro. AFGD

Personagem novo: Rodney Tine – chefe dos Serviços Aleatórios (serviço secreto)

O cartucho de Entretenimento deixa as pessoas sem querer mais nada da vida além de assistir de novo e de novo (relação com o “terminal p.”).

O cartucho apareceu primeiro em LA, em um festival de cinema, que deixou os frequentadores malucos.

“O sentido da vida das pessoas tinha se reduzido a um foco tão estreito que nenhuma outra atividade ou conexão conseguia prender a atenção delas” (p. 494 computador)

A comunidade de Inteligência daria ao entretenimento supostamente escravizador o nome de “o samizdat”. (nome falado por Steeple e Marathe) (p. 495)

9 de novembro, noite, AFGD

Aparece Pemulis entrando na sala da Avril Incandenza, que está com um apito (??? Não entedi por quê). Também está presente Wayne.

Pemulis, diz que vai interromper por apenas 2 minutos. Ele sorri, ironicamente.

11 de novembro, AFGD

Estou me sentindo uma idiota lendo este livro.

Mas quero continuar.

O livro deve ser uma metáfora da própria fita de Entretenimento que todo mundo assisti, que é imbecil, mas deixa as pessoas loucas, capazes apenas de querer assistir de novo e de novo e de novo infinitamente.

+ uma cena de Lenz, frequentador do AA. Mesmo assim usa cocaína.

Segunda vez que ele fala sobre “interfacear”

Lenz conversa com um tal de Green.

Assunto desinteressante.

Tá foda compreender o que tem de especial em David F. Wallace. Tédio, tédio.

Chega na porta de Orin Incandenza um Cadeirante Assassino. (p. 539 computador)

O cadeirante diz estar fazendo uma pesquisa. Faz perguntas a Orin, o que ele gostado, do que ele sente saudades, etc.

Orin diz sentir saudades da televisão antiga (com propagandas como as conhecemos hoje)

Corta para casa Arnnet.

Continua falando sobre Gately. A rotina de trabalho dele na Casa Annet. SONO (p. 544)

O pessoal da Cana Annet participa de uma confusão/briga na rua. Gately é baleado no braço. Por que a briga começou?

duo canadônico florido que estava seguindo Lenz

(p. 559 computador)

03/12/2015

Drenagem do lafo. Chefe dos serviços aleatórios Rodney Tine, olha a cidade pela janela. Lembranças da família Incandenza que ia ver o “espetáculo” da drenagem no lago.

Steeply: agente regional de serviços aleatórios

Descrição de um ambiente externo. Lagos, prédios, vans, pessoas vomitando – aparentemente sem motivo… nada acontece.

11 de novembro AFGD

Refeitório da ATE. Após um jogo, todos estão cansados e silenciosos. “A intranquilidade do salão é quase visível” (p. 573 computador)

  1. 574 – o machismo no livro. Como as mulheres são retratadas.

10 de maio. AFGD

Steeply e Marathe na montnha. Conversando sobre a época da televisão comum, com propagandas.

Dúvida sobre como Marathe (cadeirante) consegue chegar em todos os lugares. Ele parece surgir do nada.

13 de novembro, AFGD

Casa Annet

Kate e Green conversam aleatoriedade.

A pergunta é: e Don Gattley? Onde está?

11 de novembro, AFGD (p. 558 computador)

Jogo de Hal e Stice.

Enquanto Hal joga, Gately está dormindo em seu quarto na Casa Arnnet.

Tony Kruase esta na Biblioteca da Fundação Armênia. Sentado encolhido. Cotovelo nos joelhos e rosto nas mãos.

Pemulis e struck estão na biblioteca da faculdade de Farmácia, na sala de referência.

Steeply está no estacionamento da ATE

Charles Tavis está sentando no sofá.

Algo vai acontecer? Por que o autor colocou os personagens fazendo coisas simultaneamente?

Ninguém sabe onde está Avril Incandenza.

Orin estava com uma modelo num hotel.

A jornalista Helen Steeply quer entrevista Hall. Mas nunca um aluno foi entrevistado.

Todos admiram o jogo de Hal.

Clube de Túneis: garotos que andam pelos túneis da escola ATE.  (p. 604).

Nos túneis há muitas coisas: fitas velhas, cartuchos, ratos, etc, etc.

14 de novembro. AFGD

Maty Pemulis (agora com 23 anos) foi abusado sexualmente na infância pelo próprio pai. Ele se lembra de todos os detalhes.  (p. 619 computador)

11 de novembro. AFGD

Hal está na sala de vídeo. Ele está deprimido, assistindo cartuchos de entretenimento de seu pai.

Hal se sente sozinho. (p. 627 computador)

Kate Gompert. Motivos do desejo de pessoas se matarem (p. 630 computador)

Muitos detalhes sobre os filmes do Sr. Incandenza.

Abrigo Shattuck

Faltam 239 páginas. NADAAAA acontece de interessante. Livro chato mesmo. Mesmo.

(p. 650) é explicado o procedimento que os Cadeirantes precisam adotar para pegar o cartucho do Entretenimento que deixa as pessoas catatônicas.

Fala sobre a estadia deles na loja chamada Entretenimento.

14 de novembro. AFGD

Livro imbecil

Marathe está na casa Annet. Ou ele tb é um viciando ou está lá disfarçado.

Gosto das partes de Marathe e Steeply. E só.

Até os Incandenzas já me encheram o saco.

Cadê o Mario Incandenza?

[p. 663 no computador]

04/12/2015

Lembranças de Joelle sobre a família Incandenza. Um momento bonito do livro. O amor da família, a relação complexa da mãe com os filhos, principalmente com Orin. (p. 669 computador)

As lembranças também remetem aos filmes do Sr. Incandenza e a relação dele com os filhos. Ele tinha dificuldade de conversar com Orin e Hal.

(p 676 computador)

Marathe está na casa Ennet infiltrado, fingindo ser um dependente químico.

11 de novembro AFGD

Mario está na ATE gravando um documentário, com a câmera acoplada à sua cabeça.

Alunos perguntam para Mario se ele sabe sobre Hal, que estava na sala dos diretores e alguma coisa foi conversa lá. Mas o quê?

Tem a ver com a infiltração de Marathe na Ennet (que é perto da escola)?

Mario filma a Avril pela janela. Ela fica orgulhosa pelo filho.

Mario conversa com a mãe sobre Hal. Ele acha que o irmão está triste, mas não sabe o que fazer.

Melhores diálogos: Avril e Mario.

Eles conversam muito sobre a tristeza, sobre identificar alguém triste. Avril desconfia que Mario está falando sobre alguém esécífico: Hal, ou Charles ou ele mesmo.

Hal e Mario conversando no quarto, depois de acordarem.

Mario pergunta se o irmão está triste.

Hal e Pemulis estão encrencados com a história de vender/comprar urina para exames médicos. Talvez Pemulis seja expulso da escola.

Hal fuma maconha pra caramba. Pede conselho a Mario, pois está com medo que descubram que ele mudou o exame, pra não ser pego em dopping e que isso irá prejudicar muito a sua mãe.

Conversa de Rémy com Katherine.

Rémy tb é cadeirante.

Remy é Marathe? (evidência Remy tb ´casado com uma pessoa sem crânio, assim como Marathe)

Quem é Katherine?

17 de novembro AFGD

O livro é sobre a busca por satisfação, a felicidade. Tem tantos personagens usuários de drogas, viciados, que prova que o mundo onde se passa a história de Graça Infinita está totalmente paranoico na busca da felicidade, mas sem ter a mínima noção de como conquistar isso. A droga, que causa a graça momentânea é o máximo de satisfação que os personagens atingem. Até aqueles que não fazem parte do núcleo de personagens que estão na clínica de reabilitação, parecem viciados em alguma coisa, personagens fortes, cheio de manias e esquisitices.

Madame Psicose é a personagem do filme Graça Infinita.

Madame Psicose é Joelle, ex namorada de James Incandenza (filho)

Hal está numa estrada, a caminho de uma reunião, suposta, de Alcoólicos Anônimos (algo do tipo). Mas ele vai em outro lugar de terapia em grupo, gente estranha, falando sobre “bebê interior”.

Ele descobre que está no lugar errado.  Termina a cena.

Gately no hospital.

Quando ele foi pra loja estranha e acabou se envolvendo na confusão com os Cadeirantes, era porque na loja tinha o cartucho Graça Infinita.

Gately tem muitos sonhos e delírios no hospital.

Amigos da Casa Ennet o visitam.

19 de novembro AFGD

Marathe e sua equipe decidem ir direto aos Incandenzas para conseguir informações do cartucho de Entretenimento. Eles têm um plano interceptar o ônibus onde estão os jogadores à caminho de uma competição.

A ideia é fazer o ônibus entrar por outra rua e causar MESMO um acidente.

Volta DE NOVO para os sonhos de Gately. Ele está sofrendo muito, pede que a morte o leve. Em sonho, ele ouve a morte lhe dizendo: espere

20 de novembro AFGD

Narração em primeira pessoa. É o diário de Hal

Gatelly: continua no hospital recebendo visitas (amigos da Casa Annet). Ele comenta da Madame Psicose (que trabalha numa rádio e faz parte do vídeo Graça Infinita)

Volta para o diário de Hal

Ele está na escola, há muita neve lá fora. Ele acorda antes de amanhecer e sai para caminhar pelos corredores da escola. Encontram um amigo (Stice). Conversão sobre CT estar resolvendo um problema do ônibus.

Stice vê coisas estranhas (paranormalidade). Imagina que alguém já esteve ali onde eles estão.

Stice está com a testa grudada no vidro congelado.

Outro amigo chega para ajudar, o Troelstch.

Hal vai procurar a ajuda dos zeladores do prédio. Hal caminha sozinho pelo prédio. Sente tristeza.

(p. 1405)

faltam 100 páginas para acabar (de acordo com o livro físico)

Tenho certeza que várias passagens do livro continuaram em minha memória por muito tempo, pois alguns personagens são realmente intrigantes e participam de momentos e diálogos muito interessantes. São diversos questionamentos sobre a vida, a morte, a solidão, a família, a tristeza, a sociedade, a política, o amor… Assim Graça Infinita pode ser entendido como a vida sobre pessoas obcecadas, que vivem em um mundo tão doente, com uma doença inominável criada pelas próprias pessoas, pelas próprias obsessões de cada um. Um desejo doentio por compreensão coloca todos os personagens da história em uma situação de profunda agonia, um grito interno e oco.

15/12/2015

Líderes do governo conversando sobre os cartuchos

Gately continua muito louco. O livro vai acabar assim.

Diário de Hal Incandenza. Ele está muito triste, relembrando situações diversas da família  (1442)

18/12/2015

Terminei a leitura.

Gately não estava no hospital. Estava em algum lugar, sendo torturado. Acham que ele sabe sobre algo relacionado ao filme Graça Infinita. Ele vê pessoas sendo usadas como cobaia, com os olhos fixos em algum lugar. O mesmo com Orin Incandenza. Eles estão no mesmo lugar?

Hal está depressivo, não come há dias, mas mesmo assim está pronto para mais uma partida de tênis.

O livro termina com Gately acordando em uma praia deserta.

É isso.

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2 comentários

    • Oi, Bruno!
      Eu parei e pensei bastante sim, dentro das minhas limitações. E como eu expliquei neste e em outros post, eu quis continuar a leitura porque eu sou uma leitora esperançosa, acredito na leitura em si até o final do livro.
      E sobre o que vc falou da teoria da tortura… é o meu entendimento: uma espécie de tortura, no sentido de estar sofrendo e preso em algum lugar. Não acredito que ele estava todo ferrado ali no hospital simplesmente para ficar bom, acredito que algo havia por trás daquilo tudo, principalmente pelo lance dos Cadeirantes que tb estavam na cena da lojinha de cartuchos. Mas não posso – e não consigo – chamar isso de teoria.
      Do livro, o que tirei de bom foram alguns personagens, os Incandenzas, Gatelly, Marathe e o amigo dele. Algumas passagens do livro são fodas, perfeitas. Mas tenho minhas dúvidas sobre ser um livro genial ou apenas confuso – escrito por um escritor muito doido! rs. Sei que a crítica diz que DFW quebra muitos conceitos do romance, traz uma espécie de renovação para a literatura, para o modo de contar uma história no séc. XXI, pode ser tudo isso sim, mas, no geral, o livro é chato. Há outros escritores que vieram também para quebrar conceitos e renovar a literatura que prefiro, como Virginia Woolf, do séc. XX e Juan Pablo Villa-Lobos, de agora.

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