7 motivos para ler Minha Vida de Menina (Helena Morley)

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Minha vida de menina, livro da escritora brasileira Helena Morley (1880 – 1970) foi “redescoberto” por, agora, fazer parte dos livros recomendados pela FUVEST. Abaixo você encontra 7 motivos para ler Minha Vida de Menina, uma obra, muito além da obrigatoriedade de um vestibular…

Ler Minha Vida de Menina
Publicado pela primeira vez em 1942, antecipa a voga das histórias do cotidiano e dos relatos confessionais de adolescentes ao traçar um retrato bem-humorado da vida em Diamantina entre 1893 e 1895. Da estagnação econômica ao surgimento de inúmeras modalidades de trabalho entre a escravidão e o regime salarial, Helena Morley compõe um painel multicolorido, desabusado e inconformista de um momento histórico singular no Brasil. De lambuja, o leitor é apresentado às inquietações de uma jovem espevitada às vésperas de um novo século.
  1.  Minha vida de menina é o diário que a autora escreveu entre os 13 e 15 anos e relata a sua vida na cidade de Diamantina, em Minas Gerais.
  2. Quando o livro foi publicado, em 1942, a crítica da época o recebeu muito bem. Carlos Drummond de Andrade, Raquel de Queiroz e Guimarães Rosa são alguns nomes que aclamaram a obra.
  3. Sem pretensões literárias, mas com características mais contemporâneas, o livro possui uma linguagem livre, muito diferente do estilo utilizado na época, o Parnasianismo.
  4. O diário é também uma fonte história e social sobre o Brasil da época que, por ter sido escrito após a abolição, retrata os preconceitos raciais e desigualdades sociais, ainda presentes em nossa sociedade.
  5. O diário é contestador, bem-humorado e expõe com ironia as deficiências da sociedade da época.
  6. Importante também é a abordagem sobre Minas Gerais, estado que fazia da extração de diamante e que, com o fim da escravidão, teve seu declínio e gerou grandes mudanças na vida das pessoas (ricas e pobres) da região.
  7. É essencial ler Minha vida de menina porque o livro propõe importantes reflexões sobre a vida social e também sobre os processos da narradora-personagem em pensar por si própria. Em uma época em que a mulher não conseguia fazer com que sua voz fosse ouvida, o livro também funciona como um registro feminista.

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David Santos
David Santos Machado tem 28 anos, mora em Itapetininga – SP. Gosta mais de livros que café, mas acha divertida essa junção. Acredita que Poe ainda vive – em um canto de sua própria casa. Teme ficar obcecado por isso, mas se controla ao som de música clássica e uísque, mas só aos finais de semana.

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