5 livros de Woody Allen que todo fã do cineasta deveria ler

O cineasta americano Woody Allen, além de grandes filmes, possui livros que todo fã deveria ler. Fiz uma pequena seleção dos livros do autor que eu li. Hoje em dia, minha predileação ao autor está muito abalada, por conta das denúncias de assédio sexual envolvendo o autor. Agora, com mais consciência da minha condição de fã, tenho pesquisado menos sobre ele e, por fim, eu era mais feliz antes desses escândalos, mas que bom que a voz das mulheres estão sendo ouvidas e todo machismo e abuso deve ser combatido sempre.

Cuca fundida

Antes de iniciar, em meados da década de 1960, Woody Allen trabalhou como humorista, contando piadas e fazendo sketches em bares e auditórios. Cuca fundida, lançado originalmente em 1971, é o primeiro dos três livros com textos curtos, geniais e impagáveis daquele que é talvez o maior cineasta norte-americano (os outros dois livros são Sem plumas e Que loucura!, também disponíveis na Coleção L&PM Pocket). São dezessete textos que mesclam humor judaico, psicanálise, culpa, sexo e outros temperos e neuroses da vida moderna – tudo isso em um estilo inteligente, rápido e cheio da comicidade trágica presente nos filmes do autor. + Amazon

Adultérios

Adultérios traz três histórias de Woody Allen, engraçadíssimas, espirituosas e agradabilíssimas de ler, todas sobre infidelidade, todas passadas em Nova York e arredores. Nestas peças, encenadas com sucesso nos Estados Unidos, encontramos na verdade várias temáticas que são preocupações recorrentes na obra do autor. Temos aqui Allen – o frasista, o piadista – em plena forma cômica. Tudo no melhor estilo dos diálogos frenéticos e cheios de verve que são a marca do mestre. Adultérios, cujo título original é “Three one-act plays” traz as seguintes peças: Riverside Drive, Old Saybrook e Central Park West. + Amazon

Sem plumas

Sem plumas traz 18 textos de formatos variados – peças, ensaios, contos, argumentos e outras improbabilidades – que têm em comum a imaginação e o humor característicos de Allen. Na hilariante peça “Morte”, temos uma paródia do velho mito da morte que vem buscar suas vítimas, e em “Deus”, a outra peça curta do livro, Allen lança-se no teatro do absurdo e no teatro grego para fazer rir e pensar sobre seus assuntos preferidos: culpa, sexo, o que estamos fazendo aqui, qual o papel do artista no mundo e outras neuroses humanas. + Amazon

Que loucura

Estrondoso sucesso de público, tendo freqüentado as listas de mais vendidos do mundo inteiro, Que loucura! traz textos em que Allen mistura humor, filosofia, psicanálise e história, tudo com uma indefectível dose da neurose moderna que é sua característica principal. Em A pele  de Sócrates, o humorista coloca-se no lugar do filósofo, nos seus últimos dias de vida, antes de ser obrigado a suicidar-se. No conto intitulado O caso Kugelmass (que ganho o prêmio O. Henry de 1978), um professor, graças aos poderes de um obscuro mágico, é levado para dentro de Madame Bovary, onde viverá uma história de amor – longe da sua mulher supercontroladora. Com seu estilo personalíssimo e sua imaginação que desconhece limites, o autor prescruta – sempre rindo, é claro – as mais inusitadas situações e facetas da humanidade. Que loucura!: um programa tão divertido quanto os filmes de Woody Allen. + Amazon

Conversas com Woody Allen

O biógrafo de Woody Allen, Eric Lax, reuniu quase 40 anos de conversas com o cineasta em Conversas com Woody Allen. Allen fala sobre a elaboração de roteiros, formação de elenco e representação, filmagem e direção, montagem e escolha da música. Ou seja, todo o processo cinematográfico é contemplado nas reflexões do grande cineasta.  + Amazon

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David Santos

David Santos Machado tem 28 anos, mora em Itapetininga – SP. Gosta mais de livros que café, mas acha divertida essa junção. Acredita que Poe ainda vive – em um canto de sua própria casa. Teme ficar obcecado por isso, mas se controla ao som de música clássica e uísque, mas só aos finais de semana.

1 comentário
  1. Legal. Tenho Cuca Fundida, Adultérios e Que Loucura ! há mais de 20 anos. Seus filmes e textos são mesmo incríveis.
    Adoro “Na Pele de Sócrates” .
    Abraços.

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