A linha de sombra (Joseph Conrad) – eu, que nem sei nadar…

Joseph ConradMarinheiros são seres misteriosos, que habitam as histórias de grandes aventuras e possuem, ao mesmo tempo, bondade e maldade. São fortes, destemidos e também frágeis, por compreenderem o misterioso mar. É o que pensei a medida em que a leitura do livro A linha de sombra avançava.

Portanto, eu, que nem sei nadar, fico encantada com atitudes corajosas, e simples, como um mergulho, de encarar os oceanos.

Joseph Conrad (1857 – 1924), um escritor que conhecia bem o mar, por ter vivido nele, conta em “A linha de Sombra” (Editora Revan, tradução de Julieta Cupertino), a história de um marinheiro de primeira viagem, que quer voltar para casa e vê na oportunidade de ser capitão de um navio, seu sonho realizado.

Assim entre personagens fascinantes, a imensidão do oceano e uma doença que ameaça a todos da embarcação, o jovem marinheiro aprende sobre liderança e a misteriosa navegação sobre a vida.

Percebi que minha imaginação sempre correra por canais convencionais e que minhas esperanças tinham sido sempre sem graça. Tivera sempre a impressão que comando seria o resultado de um percurso demorado de promoções no serviço de alguma firma altamente respeitável. A recompensa por um serviço fiel. Bem, serviço fiel estava muito bem. Um serviço prestado pela pessoa em prol de si mesma, em prol do navio, por amor à vida escolhida por ela, não por amor à recompensa. (p. 48)

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Francine Ramos

Faz da Livro&Café parte essencial de sua vida desde 2011. É professora de Língua Portuguesa, adora ler, escrever (um dia vai publicar um livro) e trabalhar com mediação de leitura. Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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