10 biografias e autobiografias para quem ama música [parte 2]

Bowie, Cash, Nina Simone, Cobain… Mais biografias e autobiografias para quem ama música e seus artistas!

O nosso querido Ronie fez a primeira parte da lista com biografias e autobiografias de músicos e músicas, que você pode acessar aqui. Agora, eu trago outras 10 sugestões de livros que contam a história de homens e mulheres que foram e são verdadeiros ícones no universo musical!

1. Bowie: a biografia, de Marc Spitz

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Bowie nunca escreveu uma autobiografia (ou pelo menos não foi lançada até o momento), mas muita gente já produziu livros bons e ruins em torno de sua vida e obra. Esta obra, lançada antes do falecimento do músico, em 2016, traz a biografia do astro de rock/pop inglês, desde sua infância até a aparente aposentadoria na época. O livro acompanha toda sua trajetória, com sua participação no cinema e pinceladas da carreira de outros artistas que tiveram importância na história de Bowie ou foram por ele influenciados (como Lou Reed e Rolling Stones). Além da música e do contexto de cada uma das fases do artista, o livro traz detalhes da vida pessoal de Bowie, marcada pela bissexualidade, o vício em cocaína e problemas cardíacos. + Compre na Amazon

Leia mais: Os 100 livros favoritos de David Bowie

2. Transformer: A história completa de Lou Reed, de Victor Bockris 

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Responsável por antecipar o espírito simples e libertário do punk, Lou Reed, líder da seminal banda The Velvet Underground, seguiu os caminhos mais perigosos e cheios de glamour em busca de um bom refrão. Transformer: a história completa de Lou Reed narra a trajetória desse artista tão plural e dissonante, dissecando suas transformações ao longo de quarenta anos de carreira. Bockris relata desde o tratamento de eletrochoque ao qual Lou foi submetido na adolescência – último recurso da tentativa frustrada de barrar sua rebeldia e sua homossexualidade – até os sucessos e as polêmicas da carreira solo, passando pelas relações conflituosas com suas musas e por seus problemas com drogas. As muitas camadas de um artista complexo são reveladas de maneira inusitada, em relatos de quem o conheceu de perto, como John Cale, Andy Warhol, Nico, Laurie Anderson, William S. Burroughs e David Bowie. + Compre na Amazon

3. Jazz Ladies – A Historia de uma luta, de Stéphane Koechlin

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Jazz Ladies – A Historia de uma luta é um registro marcante de, como o título indica, um combate intenso travado ao longo dos anos de emancipação da mulher, em especial da mulher negra. Esse livro conta a vida de mulheres excepcionais, que ficaram famosas e marcaram a história do jazz, como Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Memphis Minnie, Sara Vaughan, Nina Simone, Dee Dee Bridgewater, além de tantas outras que não tiveram a mesma sorte. + Compre na Amazon

4. Cash, de Johnny Cash e Patrick Carr

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Essa está na minha lista de livros para a vida! Uma das autobiografias mais emocionantes que eu já li! Johnny Cash era o “Man in black”, uma lenda da música country, e o trovador americano por excelência. Ele era um ícone do individualismo que foi ao inferno e voltou. Nesta autobiografia emocionante, Cash diz a verdade sobre os altos e baixos, as lutas e conquistas duramente obtidas, e as pessoas que o influenciaram durante toda sua vida. Em suas próprias palavras, Cash acaba com alguns mitos e descreve sem piedade sua história e a forma como encarava sua própria vida. + Compre na Amazon

5. Born to run: autobiografia, de Bruce Springsteen

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Outro lindo que entra na lista de autobiografias para fazer chorar! Nela, Springsteen descreve sua criação católica, a obsessão pela carreira musical, o início em bares ao apogeu da E. Street Band e, com muita sinceridade, fala pela primeira vez das batalhas pessoas que inspiraram seus melhores trabalhos. Born to Run será reveladora para qualquer um que goste de Bruce Springsteen, mas vai muito além das memórias de um legendário astro do rock. Este é um livro para trabalhadores e sonhadores, pais e filhos, apaixonados e solitários, artistas, loucos, e qualquer um que já tenha desejado ser batizado nas águas do rio sagrado do rock and roll. + Compre na Amazon

6. U2 by U2, de Bono, Adam Clayton, Larry Mullen Jr, The Edge e Neil McCormick

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Lógico que eu iria indicar a autobiografia do U2 por motivos de “minha banda favorita”. A parte triste é que não tem edição em português, então só resta ler em inglês enquanto alguma editora não publica por aqui. U2 by U2 é uma autobiografia escrita pelos membros da banda de rock irlandesa, publicada pela primeira vez em 2005 e editada por Neil McCormick. Retrata a história, dramas e engajamento político do U2 em suas próprias palavras e imagens. Nem vou dizer que é daquelas autobiografias musicais imperdíveis… + Compre na Amazon

7. Rita Lee: uma autobiografia, de Rita Lee

Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente. Corajosa. Sem culpa nenhuma. Tanto que, ao ler o livro, várias vezes temos a sensação de estar diante de uma bio não autorizada, tamanha a honestidade nas histórias. A infância e os primeiros passos na vida artística; sua prisão em 1976; o encontro de almas com Roberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias. Está tudo lá. E você pode ter certeza: essa é a obra mais pessoal que ela poderia entregar de presente para nós. + Compre na Amazon

8. Elza, de Zeca Camargo

Elza é a aguardadíssima biografia oficial e definitiva de uma das maiores cantoras de todos os tempos e ícone cultural brasileiro. Zeca Camargo narra a história de Elza Soares, da infância pobre ao sucesso, consagrada em discos que marcaram a música brasileira e, mais recentemente, nos ovacionados e premiados A mulher do fim do mundo e Deus é mulher. Nas palavras de Zeca: “Esta é a versão final, definitiva, contada por ela. Elaborada por mim, mas a matéria-prima é a memória da Elza – e isso é muito, muito fascinante. É como um mergulho nessa vida maravilhosa e nessa trajetória incrível.”  + Compre na Amazon

9. Heavier than heaven – Mais pesado que o céu: Uma biografia de Kurt Cobain, de Charles R. Cross

Heavier than heaven – Mais pesado que o céu apresenta a vida singular de Kurt Cobain, o mítico líder do Nirvana, banda que revolucionou o estagnado mundo da música pop no início da década de 1990, com o lançamento do clássico álbum Nevermind. Em capítulos que evoluem em ordem cronológica, Charles Cross traça a vida de Cobain desde sua infância, quando ele morava no interior de um trailer numa cidade perdida do estado de Washington, até a conquista da fama, do sucesso e da adoração de toda uma legião de fãs. Analisando relatos médicos e policiais, e cartas do próprio músico, Charles Cross também revela fatos novos sobre a saúde de Cobain, sua depressão e seus últimos dias. + Compre na Amazon

10. Tocando a Distância. Ian Curtis e Joy Division, de Deborah Curtis

A curta, genial e trágica trajetória de Ian Curtis, vocalista do Joy Division, faz parte daquelas grandes histórias do rock’n’roll. Viveu rápido, morreu jovem e virou mito. Tocando a distância é o relato íntimo, aprofundado e fiel das duas personas do cantor, o mito e o homem, escrito pela única pessoa qualificada para essa missão: a sua viúva Deborah Curtis. Considerado o livro essencial sobre esse ícone da era pós-punk, o volume traz prefácios escritos por grandes nomes do jornalismo musical: o inglês Jon Savage e o brasileiro Kid Vinil. A obra ainda inclui todas as letras (algumas inéditas), escritos inacabados, fotos do arquivo pessoal de Deborah Curtis, discografia e a lista de shows do Joy Division. Curiosidade: o premiado filme Control, de Anton Corbijn, foi baseado nesse livro. + Compre na Amazon

Leia mais: 20 livros para quem ama música

 E chegamos ao fim de mais uma lista. Existem muitas outras biografias e autobiografias de artistas por aí. Quem sabe em breve tenhamos uma terceira parte!

Ei, pode ir separando mais sugestões de biografias e autobiografias musicais!

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Bruna Bengozi

Bruna é mestra em História pela USP, redescobriu (e redescobre) o amor pelos livros, pela música e pela vida. Aguarda ansiosamente a queda do capitalismo e do patriarcado. Sofre de "síndrome do impostor".

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