A volta do parafuso

[Podcast] #9 Interpretando o terror em “A volta do parafuso”, de Henry James

Clássico do terror, "A volta do parafuso", de Henry James, até hoje suscita diversas discussões e é revisitado em mais um episódio do nosso podcast.
Black Friday Amazon

Escrito no século XIX, “A volta do parafuso” (The turn of the screw), do norte-americano naturalizado britânico Henry James (1943-1916), é considerado um clássico do terror. O livro vem sendo redescoberto por muitos por causa da série “A Maldição da Mansão Bly”, lançada recentemente pela Netflix, e sua leitura é uma experiência de interpretação. Afinal, a escrita de James rompe com tradições narrativas e entrega um suspense psicológico de tirar o fôlego e o sono!

A volta do parafuso
“A Maldição da Mansão Bly” foi livremente inspirada no livro “A volta do parafuso”. Foto: Divulgação/Netflix.

E este episódio discute não apenas os principais aspectos da obra, mas também a sua contextualização no cenário vitoriano, as transformações sociais e culturais que ocorreram nos Oitocentos e que influenciaram a escrita de “A volta do parafuso”, e o possível diálogo do livro com outras produções da época.

Como sempre, está imperdível! Então não deixe de acessar nosso perfil no Anchor e nas principais plataformas de streaming de áudio:

a volta do parafuso

Sinopse da obra: “A volta do parafuso” [The turn of the screw], de Henry James, enquadra-se bem no gênero novela, em que o autor foi particularmente bem-sucedido, constituindo um paradigma desse formato. Em seu aparecimento – em quatro partes, nos primeiros meses de 1898 – foi considerado um dos maiores triunfos literários do autor, mas foi também tido como seu trabalho mais enigmático e controvertido. Fez enorme sucesso e tornou-se um dos trabalhos mais populares do autor. Mas, “A volta do parafuso” provocou polêmica, porque nunca ficou claro se a preceptora, que narra a história de um casal de crianças possuído pelos espíritos de um criado de quarto e uma antecessora de sua função num casarão antigo em Bly, interior da Inglaterra, eram reais ou apenas fruto de uma imaginação obsessiva. Pelo viés da análise freudiana da reprimida sexualidade da era vitoriana, a preceptora, cheia de romantismo exaltado e sem experiência sexual alguma, podia ser vista como narradora altamente “suspeita”. A nova edição bilíngue, em sua segunda edição, conta com a apurada tradução do jornalista, escritor e crítico de cinema Chico Lopes, que resgatou a história poderosamente sugestiva e que pode ir sendo descascada, camada por camada, sem que um miolo unívoco seja atingido. Entre as intenções de James e as interpretações que a novela suscitou, há um abismo curiosamente “jamesiano”. (Landmark/Amazon)

Compre “A volta do parafuso” na Amazon


Leia mais:

Os Papéis de Aspern (Henry James): a beleza do Realismo

Imagem padrão
Rossana Pinheiro-Jones
Rossana Pinheiro-Jones é Doutora em História e Bacharel em Direito. Gosta de linhas, letras, gatos e café. Atualmente, vive em Londres com uma estante em busca de novos livros e ensina inglês para quem gosta de literatura.

Assine nossa newsletter

Toda semana um resumo com os principais conteúdos da revista em seu e-mail!

Deixe um comentário