8 de março

15 livros escritos por mulheres para ir além do 8 de março

Uma lista de sugestões de leitura para fortalecer uma luta que é diária.

8 de março, Dia Internacional da Mulher, chegou. Com a data, chegam também algumas homenagens ainda presas aos velhos e fortes padrões patriarcais e diversas problematizações sobre a condição das mulheres em nossa sociedade. 8 de março que marca uma luta diária e nos lembra que há muito a ser feito diante de tanto retrocesso e de tanto cansaço.

E partindo de uma experiência pessoal, posso dizer que parte desse anseio por mudanças vem dos livros, que me colocaram e colocam em contato com outras vozes e vivências femininas, seja por meio da própria escrita, seja pela partilha de impressões e experiências de leitura com outras mulheres que carregam incômodos e esperanças diversas.

Então, para irmos além do 8 de março como apenas uma data no calendário, te convido a mergulhar em histórias de mulheres incríveis e se armar para a luta!

A mística feminina | Betty Friedan

O clássico que fundou a segunda onda do feminismo retorna em edição comemorativa, com textos inéditos. A mística feminina investiga como foi construída e mantida a norma social que defina mulher a partir de uma existência frívola, consumista, devotada ao lar, ao marido e aos filhos, à qual estaria fadada. Publicado originalmente em 1963 nos Estados Unidos e em 1971 no Brasil, o livro retorna às livrarias em sua edição comemorativa de 50 anos, com textos inéditos da autora, Betty Friedan.

Nesta obra pioneira, a partir de entrevistas, questionários e vasta bibliografia, Friedan identificou um sintoma social que denominou “problema sem nome”. Um vazio existencial que afetava mulheres heterossexuais brancas estadunidenses, moradoras de subúrbios de classe média, que não podia ser suprido por um casamento perfeito, pelo alto padrão de vida ou por filhos e que elevou os índices de alcoolismo e transtornos mentais nos Estados Unidos após a Segunda Guerra. Manipuladas pela sociedade de consumo, essas mulheres deixaram o ideal de comportamento libertário das sufragistas, em voga até os anos 1930, e passaram a incorporar um imaginário sobre o “feminino” projetado por homens brancos que haviam voltado da guerra fantasiando padrões de gênero sexistas. Aos homens, os provedores, era destinada a descoberta de mundos concretos e intelectuais. Às mulheres, as cuidadoras – mães e esposas donas de casa –, a interioridade oca do lar.

Criticado por algumas pessoas e louvado por outras, A mística feminina é um livro essencial para compreender a história de opressão e libertação das mulheres, porque revela os mecanismos de controle de gênero, afirmando o que nem sempre é óbvio em uma sociedade machista: as mulheres são seres humanos complexos, cada uma com desejos particulares, e capazes de gerir sozinhas a própria vida. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

As 999 primeiras mulheres de Auschwitz | Heather Dune Macadam

Uma narrativa impressionante sobre as mulheres esquecidas do Holocausto.

Em 25 de março de 1942, quase mil mulheres jovens, solteiras e de origem judaica embarcaram em um trem para Poprad, na Eslováquia. Repletas de um sentimento de aventura e orgulho nacional, elas deixaram as casas de seus pais trajando suas melhores roupas e disseram “adeus”, repletas de confiança. Ao acreditarem que iriam trabalhar em uma fábrica por alguns meses, elas estavam ávidas por comparecer a serviço do governo. Em vez disso, essas jovens mulheres ― muitas delas, adolescentes ― foram enviadas a Auschwitz.

A aclamada autora Heather Dune Macadam revela suas histórias comoventes, recorrendo a extensas entrevistas com sobreviventes e consultando historiadores, testemunhas e parentes dessas primeiras deportadas, para ampliar a literatura do Holocausto e a história das mulheres de forma marcante. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Copo vazio | Natalia Timerman

Mulheres abandonadas. Desde sempre, a literatura é permeada de histórias trágicas de figuras fascinantes, como Medeia e Dido, que se desfazem diante do abandono masculino. Emma Bovary e Anna Kariênina, personagens inesquecíveis, também sucumbem. A mesma Simone de Beauvoir de O segundo sexo escreveu A mulher desiludida, antologia de contos sobre personagens despedaçadas, uma delas por essa mesma via. No século XXI, Elena Ferrante atualiza a tradição, criando personagens que definham ou enlouquecem depois de dispensadas ― é o caso de Olga, em Dias de abandono, que se vê confrontada com novas questões: Como pode uma mulher padecer “de amor” nos anos 2000? A própria ideia de abandono já não soa anacrônica em nossos dias?

Agora é a vez de Natalia Timerman e seu Copo vazio. O romance conta a história de Mirela, uma mulher inteligente e bem-sucedida, que acaba submergida em afetos perturbadores quando se apaixona por Pedro. O livro perscruta a vulnerabilidade de sua protagonista sem constrangimentos. Há algo de ancestral, talvez atemporal, no sofrimento de Mirela, que ecoa a dor de todas essas mulheres. Mas há também elementos contemporâneos: a forma de vida nas grandes cidades e as redes sociais são questões que acentuam os dilemas. Mirela tem emprego, apartamento, família e amigos, porém parece ser bastante solitária. Quando conhece Pedro, ela se preenche de energia e entusiasmo, e fica obcecada não só por ele, mas por essa versão de si mesma. O que fazer quando ele desaparece de repente, sem explicações?

Depois de publicar contos, poemas e ensaios, Natalia Timerman comprova a versatilidade de sua escrita num mergulho de fôlego no mundo psíquico de sua protagonista. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

De quem é esta história?: Feminismos para os tempos atuais | Rebecca Solnit

Uma das ensaístas e feministas mais relevantes da atualidade, Rebecca Solnit examina os principais temas que permeiam o debate contemporâneo ― do assédio sexual à crise climática.

Quem escreve as narrativas de nossos tempos? Em cada debate, uma batalha está sendo travada: de um lado, mulheres e pessoas não brancas, não binárias e não heterossexuais finalmente podem contar a história com sua própria voz; de outro, pessoas brancas ― sobretudo do gênero masculino ― se apegam às versões de sempre, que contribuem para manter seu poder e status quo.
Em vinte ensaios atualíssimos, a autora de Os homens explicam tudo para mim e A mãe de todas as perguntas avalia essas discussões, por que elas importam e quais são os desafios que temos pela frente. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Eu, Tituba: bruxa negra de Salem | Maryse Condé

8 de março

Livro premiado de uma das mais importantes escritoras negras da atualidade, vencedora do New Academy Prize 2018 (Prêmio Nobel Alternativo)Tituba, mulher negra, nascida em Barbados, no século XVII, renasce, três séculos depois. Torna-se outra vez real, pelas mãos da premiada escritora Maryse Condé, vencedora do New Academy Prize 2018 (Prêmio Nobel Alternativo).

No início do livro, Maryse Condé anota: “Tituba e eu vivemos uma estreita intimidade durante um ano. Foi no correr de nossas intermináveis conversas que ela me disse essas coisas que ainda não havia confiado a ninguém.” Da mesma forma, quem lê Tituba poderá ouvi-la falar, do invisível, desestabilizando estruturas cristalizadas, mediando novas concepções de identidades e culturas e protegendo as pessoas insurgentes.

A história de Tituba é a história das mulheres da diáspora e do povo negro. É também a história de todas as pessoas que seguem a própria verdade, em vez de professar a fé do colonizador. É a história dos e das dissidentes e dos seres de alma livre. Por isso é uma história bela e complexa, cujo final, a despeito dos infortúnios, é sempre benfazejo, pois é a história dos que resistem. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Leia mais>> 25 livros essenciais sobre feminismo

Feminismo para os 99%: um manifesto | Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser

Moradia inacessível, salários precários, saúde pública, mudanças climáticas não são temas comuns no debate público feminista. Mas não seriam essas as questões que mais afetam a esmagadora maioria das mulheres em todo o mundo? Inspiradas pela erupção global de uma nova primavera feminista, Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser, organizadoras da Greve Internacional das Mulheres (Dia sem mulher), lançam um manifesto potente sobre a necessidade de um feminismo anticapitalista, antirracista, antiLGBTfóbico e indissociável da perspectiva ecológica do bem viver.

Feminismo para os 99% é sobre um feminismo urgente, que não se contenta com a representatividade das mulheres nos altos escalões das corporações. O Manifesto feminista faz parte de um movimento global e será lançado no 8 de Março de 2019 em diversos países, como Itália, França, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Argentina e Suécia. A edição brasileira conta com a participação de Talíria Petrone, deputada federal e militante feminista negra, que assina o prefácio, e Joênia Wapichana, primeira mulher indígena a ser eleita deputada federal, advogada, militante das causas indígenas e dos direitos humanos, no texto de orelha. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Feminismo pra quem? | Daniela Moraes Brum

8 de março

Com o advento da internet e a ascensão das redes sociais, que estão cada vez mais em evidência, diversos assuntos surgem e ganham espaço para discussões. O feminismo, apesar de não ser recente, tem crescido na internet e quase sempre intrínseco nos assuntos mais comentados do Twitter, mas até que ponto essas discussões realmente abordam pautas necessárias? Até onde vai o recorte social da briga de egos e likes?

Em Feminismo pra quem?, Daniela Brum aborda temas como o famoso “feminismo de telão”, o quanto a mídia está em prol de capitalizar pautas, levando-as ao esvaziamento, dentre outros assuntos, nos forçando a refletir até que ponto estamos dentro do movimento feminista e se realmente fazemos a diferença: seja ao incluir quem está fora de nossa zona de conforto ou fazendo algo além de posts na internet, dando enfoque sempre na importância do quanto o feminismo precisa atingir as mais diversas camadas, tornando-se realmente abrangente e para todas.

Mais do que reflexões, a autora também retrata vivências e compartilha com o leitor suas experiências como feminista, mãe e lutas que ainda precisamos vencer. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Garota, mulher, outras | Bernardine Evaristo

Garota, mulher, outras é um verdadeiro marco da ficção britânica. O romance causou furor quando publicado: venceu o Booker Prize em 2019, foi aclamado por nomes como Barack Obama, Roxane Gay, Ali Smith e Tom Stoppard e incluído nas listas de melhores livros do ano por veículos como The Guardian, Time, The Washington Post e The New Yorker.

A forma, por si só, não é nada convencional: trata-se de um gênero híbrido, composto de versos livres e sem pontos-finais. O resultado é uma dicção singular e envolvente, que prende o leitor da primeira à última página.
O pano de fundo dessas histórias é uma Londres dividida e hostil, logo após a votação do Brexit: um lugar onde as pessoas lutam para sobreviver, muitas vezes sem esperança, sem que as suas necessidades sejam atendidas e sem que sejam ouvidas.

Nesse ambiente opressor, as vozes de Garota, mulher, outras formam um coro e levantam reflexões poderosas sobre o machismo, o racismo e a estrutura da sociedade. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Mapas para desaparecer | Nara Vidal

O silêncio de um casamento desgastado, o desaparecimento de uma filha, a exploração social, o abuso do corpo, o esquecimento em vida, a hipocrisia e a inveja dos pares, a repressão sexual e a mentira compulsiva são alguns dos temas tratados nos onze contos de Nara Vidal, vencedora do Prêmio Oceanos. Nesta coleção, a autora revela o avesso da pele das personagens para nos mostrar a crueza e a profundidade das relações humanas através das várias formas de submissão e disfarce cotidianos. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Memórias de uma moça bem-comportada | Simone de Beauvoir

8 de março

Memórias de uma moça bem-comportada é uma esplêndida autobiografia de uma das maiores escritoras do século XX, Simone de Beauvoir. Dona de um espírito inconformado e autêntico, Simone nos mostra sua infância religiosa numa família de classe média parisiense, a adolescência rebelde e a posterior devoção à literatura. Ela evoca vividamente suas amizades, seus interesses amorosos, seus mentores e o início da duradoura relação com o escritor e filósofo existencialista Jean-Paul Sartre.

Memórias incríveis, numa obra essencial para quem deseja conhecer um pouco mais a vida de um dos principais ícones do feminismo até hoje. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Leia mais >> A Mulher Desiludida (Simone de Beauvoir): três mulheres e o existencialismo

Nós, mulheres | Rosa Montero

8 de março

Um livro fundamental à reivindicação do papel feminino nos principais avanços da humanidade através da biografia de suas protagonistas. Grandes e célebres figuras estão presentes, de Agatha Christie a Simone de Beauvoir. Mas não só. Mulheres menos conhecidas também são retratadas, como Mary Anning, primeira paleontóloga da História, e Juana Azurduy, que liderou exércitos contra os espanhóis. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Por um feminismo afro-latino-americano | Lélia Gonzalez

8 de março

A grande Angela Davis nos mandou ler Lélia Gonzalez, então a gente só obedece! Filósofa, antropóloga, professora, escritora, militante do movimento negro e feminista precursora, Lélia Gonzalez foi uma das mais importantes intelectuais brasileiras do século XX, com atuação decisiva na luta contra o racismo estrutural e na articulação das relações entre gênero e raça em nossa sociedade.

Com organização de Flavia Rios e Márcia Lima, Por um feminismo afro-latino-americano reúne em um só volume um panorama amplo da obra desta pensadora tão múltipla quanto engajada. São textos produzidos durante um período efervescente que compreende quase duas décadas de história ― de 1979 a 1994 ― e que marca os anseios democráticos do Brasil e de outros países da América Latina e do Caribe. Além dos ensaios já consagrados, fazem parte desse legado artigos de Lélia que saíram na imprensa, entrevistas antológicas, traduções inéditas e escritos dispersos, como a carta endereçada a Chacrinha, o Velho Guerreiro. O livro traz ainda uma introdução crítica e cronologia de vida e obra da autora.

Irreverente, interseccional, decolonial, polifônica, erudita e ao mesmo tempo popular, Lélia Gonzalez transitava da filosofia às ciências sociais, da psicanálise ao samba e aos terreiros de candomblé. Deu voz ao pretuguês, cunhou a categoria de amefricanidade, universalizou-se. Tornou-se um ícone para o feminismo negro. Axé, Lélia Gonzalez! + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Querem nos calar | Mel Diarte (org.)

8 de março

A antologia Querem nos calar: poemas para serem lidos em voz alta reúne poesias de 15 mulheres slammers de todas as regiões do Brasil. Os chamados poetry slams chegaram ao Brasil pelas mãos de Roberta Estrela D’Alva, em 2008, e são batalhas de poesia falada com temática livre que tem como destaque temas como racismo, machismo e desigualdade social.

Com prefácio de Conceição Evaristo, o livro conta também com ilustrações de Lela Brandão e é organizado pela escritora Mel Duarte, autora de uma das performances de maior destaque da FLIP 2016 e integrante do Slam das Minas – SP. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Sobreviventes e guerreiras | Mary del Priore

8 de março

“Enquanto você lê este livro, a cada duas horas uma mulher é assassinada.” É assim que a historiadora Mary del Priore começa Sobreviventes e guerreiras. Uma obra essencial para se entender o porquê de, até hoje, ser fundamental discutir e, principalmente, lutar pela igualdade de direitos para o gênero feminino.

Apesar de o Brasil já até ter tido uma presidenta e de 45% dos lares serem comandados por mulheres (segundo pesquisa do IPEA de 2018), a brasileira continua sendo agredida, desqualificada, perseguida, insultada. Vivemos uma época de transição onde o patriarcado e o machismo, raízes desses séculos de desigualdade, são combatidos pelo feminismo e pela cultura contemporânea. Mas, para que uma nova ordem social se torne realidade, é preciso procurar no passado as raízes deste poder dos homens sobre as mulheres e, sobretudo, aprender com elas como se fizeram ouvidas. A história mostra que a brasileira sempre procurou se reinventar, achar um espaço, resistir.

Este livro traz um ineditismo ao focar nessas vozes, apresentando a história da mulher brasileira 1500 a 2000. Das indígenas que os portugueses encontraram por aqui às afrodescendentes; daquelas que pegaram na enxada e viveram nos campos e cafezais às que trabalhavam na casa-grande como escravas, empregadas e amas de leite; das operárias e trabalhadoras às artistas de rádio, cinema e televisão; de Cláudia Lessin Rodrigues e Aída Curi à Daniella Perez e Marielle Franco; das feministas às homossexuais e integrantes do movimento LGBTQI+. Todas resistiram – e Mary del Priore apresenta suas vozes e como aprender com o exemplo delas. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Teoria feminista: da margem ao centro | bell hooks

8 de março

Crítica e propositiva, bell hooks defende uma revolução feminista que transcenda reformas, com enfrentamento das ideologias do sexismo, do racismo e do capitalismo, entre outras. Defender o feminismo é não admitir qualquer tipo de opressão sobre (ou entre) mulheres. É considerar homens como potenciais opressores, mas também potenciais camaradas na luta.

Em linguagem acessível, a autora faz críticas aos problemas ainda atuais do feminismo, que costuma ser branco, de classe média, acadêmico, heteronormativo e desigual. Em contrapartida, propõe a revolução feminista idealizada por mulheres negras. Diferentes mulheres, provenientes do centro e das margens, em solidariedade política, com a parceria de homens, tendo como foco a ressignificação das relações. A revolução feminista negra é uma luta por libertação, de todxs.

Obra basilar do feminismo negro que, ao abordar os processos de opressão das mulheres negras, das mulheres situadas na margem, dá sentido à centralidade da luta feminista, ao enfrentamento do racismo patriarcal heteronormativo. Feminismo é um compromisso ético, político, teórico e prático com a transformação da sociedade a partir de uma perspectiva antirracista, antissexista, antilesbofóbica, anti-homofóbica, antitransfóbica, anticapitalista. Teoria Feminista: da margem ao centro é, assim, uma convocação para a construção de uma nova ordem social. + COMPRE SEU EXEMPLAR.

Veja mais>> 7 vídeos para aprender mais sobre feminismos

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Bruna Bengozi
Bruna é mestre em História pela USP e graduanda em Letras pela Univesp. Redescobriu (e redescobre) o amor pelos livros, pela música e pela vida. Aguarda ansiosamente a queda do capitalismo e do patriarcado. Sofre de "síndrome da impostora".

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