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Carlos Heitor Cony: 10 livros essencias para conhecer a obra do autor

Carlos Heitor Cony (1926 – 2018) foi um escritor e jornalista brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Letras e muito conhecido por suas crônicas e romances. Abaixo você encontra 10 livros essenciais para conhecer a obra do autor.

Crônicas

Ato e Fato. O Som e A Fúria de Que Se Viu no Golpe de 1964

Mais do que um documento da nossa história, encontramos nestas páginas o primeiro registro de um brasileiro que teve a coragem e sensibilidade de perceber o que de fato acontecia, quando da instalação de um Regime de Exceção que se prolongou no país por mais de vinte anos (1964-1985). As crônicas, publicadas no jornal Correio da Manhã, por Carlos Heitor Cony, a partir do dia 2 de abril de 1964. A primeira edição de O ato e o fato, publicada em 1964, teve tiragem esgotada logo após seu lançamento. O livro é, desde sua publicação, uma referência no mercado editorial brasileiro. + Amazon

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O Harém Das Bananeiras

Em O Harém Das Bananeiras, cem crônicas selecionadas de Carlos Heitor Cony, a prosa genial do escritor reúne lembranças, diálogos silenciosos, tramas, viagens ao encontro do mundo e de volta para casa. De Lins de Vasconcelos, o cronista pode nos levar à Itália, ou a um bar no interior da França, quem sabe de volta à Lagoa, no Rio, onde caminha todos os dias. O livro passeia, como o autor, por diferentes matérias de memória. + Amazon

Os anos mais antigos do passado

Nas crônicas e nos artigos de Os anos mais antigos do passado, um suposto saudosismo é recurso para uma releitura das últimas décadas, com observações sobre viagens, política, filmes e música, entre outras. Carlos Heitor Cony reúne 102 crônicas e artigos de sua autoria, publicados em diferentes épocas na Folha de S. Paulo e na revista Manchete – registros importantes e admiráveis de nosso tempo. + Amazon

Romances

Quase memória

O livro ganhou o Prêmio Jabuti em 2006. Publicado em 1995, Quase memória marcou a volta de Cony às grandes narrativas depois de mais vinte anos. Rompendo limites entre gêneros e situado em algum ponto entre a ficção e a memória, o livro rapidamente se tornou sucesso de crítica e público + Amazon

A casa do poeta trágico

Um profissional de publicidade embarca, a trabalho, num cruzeiro pelo Mediterrâneo. Não gosta do que encontra à sua volta, despreza os passageiros e a rotina a bordo extremamente banais e monótonos. Na véspera do término da viagem, inicia uma perseguição silenciosa a uma jovem calada e solitária, 30 anos mais moça do que ele. Repara nela por acaso e não mais se liberta do enigma que é mais dele do que dela. + Amazon

A noite do massacre

Marcelo e Sílvia Caseli são um casal da alta sociedade paulistana. Por trás de uma aparente felicidade, sustentam uma relação de hipocrisia e intrigas. O sufocante equilíbrio que eles mantêm, no entanto, começa a ruir quando o grupo liderado por João Sereno, bandido intelectualizado, arquiteta um assalto a sua residência. + Amazon

Romance sem palavras

Beto é um homem solitário, afastado da política, que, no período mais agudo da ditadura, acaba sendo preso, suspeito de participar de ações contra o governo. Ao ver João Marcos jogado ao chão, após uma violenta sessão de tortura, decide ajudá-lo, num ato que irá desencadear uma série de mudanças em sua vida. + Amazon

O indignado

O Indigitado é um texto arrebatador. Escrito em forma de folhetim traz, ainda, uma agradável surpresa nos capítulos finais ao ganhar pitadas de uma rocambolesca história policial. O nosso personagem central é o indigitado – apontado, indiciado. Há muitas impressões digitais no local do crime, mas os dedos às quais ela pertence, de quem serão? + Amazon

O balé branco

Este é um livro sonoro, repleto de movimentos cadenciados, com acordes sublimes, poéticos, pungentes. Seus personagens são dilacerados, intensos e contraditórios. O sexto romance de Cony foi publicado no conturbado ano de 1965 quando o jovem jornalista e escritor sofreu sua primeira prisão por motivos políticos. + Amazon

Ensaios

Quem matou Vargas

Baseado em documentos, entrevistas e pesquisa histórica, Cony desvenda as múltiplas faces de Vargas – ‘o único capaz de ‘possuir’ toda uma Era’. Inicialmente, ‘Quem Matou Vargas’ foi publicado em capítulos semanais na revista Manchete, em 1967. A pressão da censura federal de então fez o escritor adiar por cinco anos a reunião dos artigos em livro, publicado após negociações com o Ministério da Justiça. Mas Cony soube espera r para escrever o que pensa do homem que, nas suas palavras, ‘vi apenas uma vez na vida. Vi e não gostei’. Mas isso era apenas o começo. + Amazon