Os assassinatos da Rua Morgue (Edgar Allan Poe)

 photo Assassinatos-na-Rua-Morgue_zps7ncb3d3l.jpgFaz tempo que tenho vontade de escrever sobre contos aqui no blog. E quero começar falando de um clássico da literatura norte-americana: Os assassinatos da Rua Morgue, de Edgar Allan Poe (1809 – 1849), conhecido pelas suas obras obscuras, de terror e mistério. Nesse conto temos uma narrativa policial, onde um crime bárbaro é desvendado por Augusto Dupin, um francês apreciador de livros, da vida noturna e com muita habilidade analítica.

A história é narrada em primeira pessoa, pelo amigo de Dupin. Interessante que antes de “entrar” realmente no crime da rua Morgue, o narrador preocupa-se em mostrar a capacidade intelectual de seu amigo Dupin, sendo esta uma das fontes que nos faz acreditar na força do personagem e sua inteligência em relação a um crime supostamente sem solução. Há também, como característica de Edgar Allan Poe, a afirmação de quanto é boa a vida boêmia, como se isso colaborasse para a inteligência e sagacidade do personagem Dupin.

As vítimas são duas mulheres, mãe e filha, mortas na própria casa de forma macabra numa certa noite. As testemunhas não colaboram muito com a polícia no sentido de passar informações úteis em relação ao crime e então, pela curiosidade, Dupin e seu amigo vão até a casa para tentar desvendar o crime.

Através da narração detalhista, fica óbvia a descoberta de Dupin, e também é rica a forma como Allan Poe conta toda a história: desde a apresentação do personagem Dupin, as mulheres mortas, o inusitado criminoso e, claro, o grande clímax da história que é quando o assassino mata as duas mulheres indefesas. É um grande conto e muitos dizem que, se não fosse Allan Poe e a criação de seu personagem Dupin, o detetive mais famoso da literatura não existiria. Sim, ele mesmo: Sherlock Holmes. 

Há quem duvide da importância dos clássicos, que não é necessária a leitura deles, que é preciso conhecer mais as novidades literárias que ficar lidando com o que “já morreu”. No entanto, o clássico é conhecido como tal justamente porque não fizeram nada melhor depois, ou, como na maioria dos casos, o que veio depois é inspirado no clássico; está aí Dupin e Sherlock Holmes para confirmar.


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Francine Ramos

Faz da Livro&Café parte essencial de sua vida desde 2011. É professora de Língua Portuguesa, adora ler, escrever (um dia vai publicar um livro) e trabalhar com mediação de leitura. Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

8 Comentários
  1. mas sabe que o próprio Sherlock Holmes poe a prova a capacidade intelectual de Dupin? Não sei aonde foi que li isso, foi em alguma aventura de SH, não sei qual.
    Mas kibom que tenho acesso aos livros dos dois detetives (papo de biblioteca…) Nunca li os de Edghar Alan Poe, entretanto vou lê-los quando me sobrar tempo.

  2. Que emocionante, você sabe que eu amo Poe, né amiga? Pois bem, este conto foi o primeiro conto dele que li, ainda era criança, gostei de cara, depois veio o Poço e o Pêndulo e assim foi aumentando a paixão pelas obras de Allan Poe até hoje… Adorei o post!

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