Essas cinco grandiosas frases de José Saramago te deixarão, no mínimo, admirado com a beleza literária de um dos grandes nomes da literatura mundial.

    José Saramago é um escritor português que faleceu em 2010, o único em língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Dele eu li Memorial do Convento (uma das melhores leituras da vida!), A Caverna, O Homem Duplicado (incrível) e O Conto da Ilha Desconhecida (maravilhoso). Ainda faltam vários livros, todos muito bem aceitos pelo público e pela crítica, como o Ensaio Sobre a Cegueira, que já virou um filme maravilhoso também. Abaixo estão cinco grandiosas frases de José Saramago, um jeito de instigar você, leitor, que ainda não conhece essa joia da literatura e também para avisar que fiz um vídeo no YouTube falando um pouco dos livros dele que já li. 🙂

    “O homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre, um dia voará…”

    (Memorial do Convento, p. 63)
    frases de José Saramago

    “Quando o tempo levantou, passada uma semana, partiram Baltasar Sete-Sóis e Blimunda Sele-Luas para Lisboa, na vida tem cada um sua fábrica, estes ficam aqui a levantar paredes, nós vamos a tecer vimes, arames e ferros, e também a recolher vontades, para que com tudo junto nos levantemos, que os homens são anjos nascidos sem asas, é o que há de mais bonito, nascer sem asas e fazê-las crescer, isso mesmo fizemos com o cérebro, se a ele fizemos, a elas faremos, adeus minha mãe, adeus meu pai.” 

     (Memorial do Convento, p. 137)

    “… há quem leve a vida inteira a ler sem nunca ter conseguido ir mais além da leitura, ficam pegados à página, não percebem que as palavras são apenas pedras postas a atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar à outra margem, a outra margem é que importa, A não ser, quê, A não ser que esses tais rios não tenham duas margens, mas muitas, que cada pessoa que lê seja, ela, a sua própria margem, e que seja sua, e apenas sua, a margem a que terá de chegar…”

    (A Caverna, p. 77)

    “Felizmente existem os livros. Podemos esquecê-los numa prateleira ou num baú, deixá-los entregues ao pó e às traças, abandoná-los na escuridão das caves, podemos não lhes pôr os olhos em cima nem tocar-lhes durante anos e anos, mas eles não se importam, esperam tranquilamente, fechados sobre si mesmos para que nada do que têm dentro se perca, o momento que sempre chega, aquele dia em que nos perguntamos, Onde estará aquele livro que ensina a cozer os barros, e o livro, finalmente convocado, aparece…”

    (A Caverna, p. 187)

    As ações dos seres humanos, apesar de não serem já dirigidas por irresistíveis instintos hereditários, repetem-se com tão assombrosa regularidade que cremos ser lícito, sem forçar a nota, admitir a hipótese de uma lenta mas constante formação de um novo tipo de instinto, supomos que sociocultural será a palavra adequada, o qual, induzido por variantes adquiridas de tropismos repetitivos, e desde que respondendo a idênticos estímulos, faria com que a ideia que ocorreu a um tenha necessariamente de ocorrer a outro. 

    (O Homem Duplicado, p. 168)

    Assista ao vídeo do canal Livro&Café:

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