photo o-azarao_zpsxg867wwf.pngO Azarão é o primeiro romance do Markus Zusak, conhecido por A Menina que Roubava Livros. Ainda não sou uma expert em Zusak, mas com os livros dele que eu li (esses dois já citados e Eu Sou Mensageiro), é possível perceber claramente a sua evolução como autor.

Então, voltemos ao Azarão. No livro temos um personagem claramente em transição, Cameron Wolfe, que tem uma casa confusa, irmãos confusos e uma vida confusa. Quem nunca se sentiu assim? Por mais que não seja uma narrativa longa, conseguimos nos aprofundar nessas questões da vida e sobre nós perante o universo. Percebemos que Zusak tem um grande conhecimento sobre tudo isso e consegue fazer com que esse romance seja muito agradável.

Cameron passa pelos problemas comuns: garotas, falta de amigos, problemas com a família e isso nos dá empatia ao personagem.

Algo que chamou a minha atenção é que o livro soa como uma narrativa em filme. Algumas repetições dos diálogos fazem com que o nosso olhar transite de um lugar para o outro, assim como geralmente vemos em filmes, uma antecipação do som. Junto com os diálogos, que ficariam ótimo em um filme bem leve e agradável para assistir em um dia azul.

Outra coisa que chamou a minha atenção é que todos os capítulos terminam com sonhos. Então parece que em paralelo a narrativa padrão, temos um narrativa mais introspectiva, porém ambas interferem na outra e em certos pontos (por causa da narrativa em primeira pessoa) sentimos uma metalinguagem que faz com que o texto seja encantador. Assim como as surpresas que Zusak revela, até com o nome do personagem principal,

Zusak pode fazer histórias que podemos considerar simples. Em Azarão não há grande viradas, nem muitas surpresas, mas ele preza para que sua escrita seja impecável, os detalhes estão ali por algum motivo e todo esse cuidado me deixa curiosa para ler mais livros do autor.

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