5 contos nacionais de terror para ler on-line

Contos de terror fazem parte do imaginário popular. Algum arquétipo de Jung deve explicar porque o ser humano gosta tanto de navegar nos caminhos obscuros da mente e também das ações. E como nós temos a arte, para nos ajudar a entrar nesses estreitos do medo e do pavor, fizemos uma seleção de contos de terror para ler on-line (porque estão em domínio público). Prepare-se e apague a luz!

1. O bebê de Tarlatana Rosa (João do Rio)

Trecho: “Não há quem não saia no Carnaval disposto no excesso, disposto aos transportes da carne e às maiores extravagâncias. O desejo, quase doentio é como incutido, infiltrado pelo ambiente. Tudo respira luxúria, tudo tem da ânsia e do espasmo, e nesses quatro dias paranóicos, de pulos, de guinchos, de confianças ilimitadas, tudo é possível. Não há quem se contente com uma…” LEIA O CONTO AQUI

2. A causa secreta (Machado de Assis)

Trecho: “Decorreram algumas semanas. Uma noite, eram nove horas, estava em casa, quando ouviu rumor de vozes na escada; desceu logo do sótão, onde morava, ao primeiro andar, onde vivia um empregado do arsenal de guerra. Era este que alguns homens conduziam, escada acima, ensanguentado. O preto que o servia acudiu a abrir a porta; o homem gemia, as vozes eram confusas, a luz pouca. Deposto o ferido na cama, Garcia disse que era preciso chamar um médico.” LEIA O CONTO AQUI

3. O defunto (Thomaz Lopes)

Trecho: “E como seus pés tateassem na sombra, encontraram um degrau que
subiram; depois, outro mais outros, outros ainda. Oh! que sepultura profunda!
Erguendo as mãos para o céu que está tão longe dos abismos, sentiu nas mãos a
fria laje do teto.” LEIA O CONTO AQUI  ou baixe gratuitamente no Kindle

4. A dança dos ossos (Bernardo Guimarães)

Trecho: “A este grito apareceu, saindo de um casebre vizinho, uma menina de oito a
dez anos, fusca e bronzeada, quase nua, bocejando e esfregando os olhos; mas que
me mostrava ser uma criaturinha esperta e viva como uma capivara.” LEIA O CONTO AQUI

5. A garganta do diabo (Edio Riedi)

Trecho: “Subitamente Sara avista uma imagem de mulher andando sobre as águas, Vem à mente o mistério, a recordação das lendas indígenas. Os Caingangues acreditam que almas de índias, em festas, aparecem para contemplar a beleza e o encontro das águas
em dias de cheia, aludem embevecidas pelo amor de Marte e Vênus. Então, Sara deixa-se envolver pelos mistérios, recorda-se dos contos de infância e vê tal imagem sumir no leito.” LEIA O CONTO AQUI

Uma observação importante: os contos em domínio público reflete, um pouco, a literatura produzida no Brasil há, no mínimo, 70 anos. Portanto, fica evidente o quanto as mulheres não tinham espaço na literatura. Que bom que estamos mudando isso! 😉

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Francine Ramos

Faz da Livro&Café parte essencial de sua vida desde 2011. É professora de Língua Portuguesa, adora ler, escrever (um dia vai publicar um livro) e trabalhar com mediação de leitura. Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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