escritores brasileiros contemporâneos

10 escritores brasileiros contemporâneos para conhecer já

No Dia do Escritor, listamos alguns nomes que estão fazendo literatura e resistência no Brasil.

No Dia do Escritor (e da Escritora também, oras!), listamos alguns nomes de escritores brasileiros contemporâneos que estão fazendo literatura e resistência.

O Brasil conta com uma grande literatura. Podemos pensar em vários nomes, como Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Hilda Hilst, Cecília Meirelles, Jorge Amado, que já fazem parte de um panteão literário. Mas muita gente boa também está escrevendo agora, sobre os mais variados assuntos, trazendo inúmeras vivências! Na lista de hoje, destacamos alguns nomes de escritoras e escritores contemporâneas/os para que possamos conhecer e apreciar a literatura produzida por essas mulheres e homens!

Aline Bei

Aline Bei nasceu em São Paulo, em 1987. É formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Artes Cênicas pelo Teatro Escola Célia-Helena. Foi editora e colunista do site cultural OitavaArte. O peso do pássaro morto é o seu primeiro e elogiado livro, com o qual foi a vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura de 2018 na categoria Melhor Romance de Autor com Menos de 40 anos.

Angélica Freitas

Angélica Freitas é uma vozes mais destacadas da poesia LGBTQI+ brasileira contemporânea. Seu primeiro livro, Rilke Shake, foi lançado em 2007 – e deverá ganhar uma nova edição ainda em 2018 pela coleção Poesia de Bolso. Já sua coletânea mais conhecida, Um útero é do tamanho de um punho, publicada originalmente em 2012, foi relançada no pela Companhia das Letras em 2017. Neste livro, Freitas reúne poemas escritos a partir de um tema central: a mulher. A autora subverte as imagens absolutamente gastas do que se espera do gênero feminino, anunciadas em capas de revistas e em vitrines de lojas de departamentos, e joga luz – com inteligência, sagacidade e senso de humor aguçado – sobre o nosso tempo.

Bernardo Carvalho

Escritor, jornalista e articulista, Bernardo Carvalho, 56 anos, lançou o seu primeiro romance, Onze, em 1995, depois de ter publicado uma coletânea de contos, Aberração, dois anos antes. Em 2004, ganhou o prêmio Jabuti, o mais importante prêmio da literatura brasileira, com o seu oitavo livro, Mongólia. Dez anos depois, repetiu o feito, recebendo o Jabuti pelo romance Reprodução. Escreveu diversas outras obras, entre elas Nove Noites e Simpatia pelo Demônio, ambos publicados pela Companhia das Letras.

Bianca Santana

Nascida em São Paulo, em 1984, Bianca Santana é escritora, cientista social, jornalista e taróloga brasileira. Escreveu Quando me descobri negra, um dos vencedores do Prêmio Jabuti em 2016, na categoria Ilustração. Estudou jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, onde lecionou. É mestra em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). Em sua trajetória acadêmica, pesquisou os recursos educacionais abertos; sobre isso coorganizou Recursos educacionais abertos: práticas colaborativas e políticas públicas. Foi considerada “mulher inspiradora” em 2015 e 2016, na área da literatura, pelo projeto feminista Think Olga, e é militante feminista.

Eliane Potiguara

Eliane Potiguara é escritora, poeta, ativista, professora, empreendedora social de origem étnica potiguara de seus avós, migrantes nordestinos. Nasceu em 1950 na cidade do Rio de Janeiro. É formada em Letras e Educação pela UFRJ e extensão em Educação e Meio ambiente pela UFOP. É contadora de histórias. Fellow da organização internacional Ashoka (empreendedores sociais) e fundadora do GRUMIN (Grupo Mulher – Educação Indígena). Eliane também participou da elaboração da Declaração Universal dos Povos Indígenas/ONU por seis anos nas sessões em Genebra. Possui sete livros publicados, dentre eles O Pássaro Encantado e A Cura da Terra. Teve seus textos publicados em diversos sites, antologias e e-books nacionais e internacionais. Premiada pelo Pen Club da Inglaterra e Fundo Livre de Expressão (USA).

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Lubi Prates

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Lubi Prates, nascida em São Paulo, em 1986, é poeta, editora, tradutora e psicóloga. Seu livro de estreia foi coração na boca (2012). Em 2016, publicou triz e, em 2018, um corpo negro, livro contemplado para criação e publicação de poesia pelo Programa de Apoio Cultural (ProAC) e finalista do 61º Prêmio Jabuti e do 4º Prêmio Rio de Literatura., da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Em 2019, lançou permanece,. Lubi Prates é fundadora da nosotros, editorial e edita a revista literária Parênteses. Foi co-organizadora com outras mulheres de dois festivais de poesia para a visibilidade de poetAs, o eu sou poeta, em São Paulo, em 2016, e o Otro modo de ser, em Barcelona, em 2018, além de ter sido uma das organizadoras de GOLPE: antologia-manifesto, uma antologia com diversos artistas sobre os rumos da política brasileira, publicado pela nosotros, editorial. Tem diversas participações em coletâneas e eventos, tanto dentro quanto fora do Brasil, e é a tradutora da Poesia Completa de Maya Angelou, publicada, em 2020, pela editora Astral Cultural.


Paulo Lins

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Escritor brasileiro, ganhou fama com a publicação do livro Cidade de Deus (1997), sobre a vida nas favelas do Rio de Janeiro, e que foi adaptado para o cinema em 2002 pelo diretor Fernando Meirelles. Morador da favela carioca, começou como poeta nos anos 1980 como integrante do grupo Cooperativa de Poetas, por onde publicou seu primeiro livro de poesia: Sobre o sol. Fez roteiros para alguns episódios de Cidade dos Homens (TV Globo), e o roteiro do filme Quase dois irmãos, de 2004, de Lúcia Murat, que recebeu o prêmio de melhor roteiro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 2005.

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Ricardo Lísias

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Ricardo Lísias é escritor e estreou na literatura em 1999, como autor dos romances Cobertor de estrelas, que escreveu enquanto ainda cursava a faculdade de Letras. Foi finalista do Prêmio Jabuti de 2008 com Anna O. e outras novelas e do Prêmio São Paulo de Literatura em 2010 com o Livro dos Mandarins. Também escreveu O céu dos suicidas, Divórcio e A vista particular, entre outros. Criou a Família Tobias, com a qual produz diversas obras em várias plataformas, como o e-folhetim Delegado Tobias e o livro-objeto Inquérito policial – Família Tobias

Vitor Martins

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Vitor Martins é apaixonado por livros, filmes, séries e pizza. É formado em jornalismo pela Universidade Cândido Mendes de Nova Friburgo – RJ, cidade em que nasceu. Atualmente, mora em São Paulo com seu namorado e seus dois gatos insubordinados e acredita que, dentro de cada um, há um milhão de finais felizes esperando para acontecer. Vitor é o autor de Quinze dias e Um milhão de finais felizes (ambos publicados pela Globo Livros) e Escrito em algum lugar. Seus livros abordam temáticas adolescentes e LGBTQI+.

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Yaguarê Yamã

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Maraguá por parte de mãe e Sateré por parte de Pai, Yaguarê nasceu na aldeia Yãbetue’y, no Amazonas, município de Nova Olinda do Norte. Formou-se em Geografia pela Unisa, em São Paulo, onde lecionou por dois anos e iniciou sua carreira de escritor. Em 2004, retornou ao seu estado natal e organizou o projeto “De volta às origens”, cujo objetivo era a revitalização cultural e a luta pela demarcação das terras de seu povo, e que depois passou a ser mais abrangente, com palestras e atuação política de conscientização aos povos indígenas e ribeirinhos da Amazônia. Apaixonado por cultura, já atuou como Conselheiro de Arte do Boi Bumbá Caprichoso e como Coordenador de Educação e Cultura da Fundação Estadual do Índio- FEI. Atualmente, mora na sua cidade natal, onde continua dando aulas de Geografia, Sociologia, escrevendo livros e atuando no movimento indígena. Seu trabalho como ilustrador e artista plástico pode ser visto em seus livros e em exposições. Participou da obra “Brasil 500 anos”, da escultora Maria Bonomi, no Memorial da América Latina. É autor de músicas ritualísticas para o Festival de Parintins, é autor de 28 livros para público infantil e adultos, sendo contos, romances e dicionário. Entre seus livros, tem destaque O caçador de histórias, Falando Tupi, Murugawa e Pequenas Guerreiras, que receberam o prêmio Altamente Recomendável, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ); e Sehaypóri, selecionado pelo catálogo White Ravens para a Biblioteca de Munique e para a Feira de Bolonha.

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Bruna Bengozi
Bruna é mestra em História pela USP e graduanda em Letras pela Univesp. Redescobriu (e redescobre) o amor pelos livros, pela música e pela vida. Aguarda ansiosamente a queda do capitalismo e do patriarcado. Sofre de "síndrome da impostora".

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2 comentários

  1. Simplesmente adorei o post, porque busco sempre sair do comum da literatura estrangeira. Por isso estou sempre buscando autores pouco conhecidos e vez ou outra dou uma olhando na Amazon para procurar mais alguma joia. E eu preciso dizer que encontrei! Descobri A. G. P. Magalhães na Amazon no mês passado e não consigo parar de ler. Eu já repeti para meus amigos várias vezes “Ela veio para refrescar a literatura Brasileira”. Parabéns a todos os autores aqui citados, por manter vivo o amor por livros no Brasil.

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