José Maria de Eça de Queirós, conhecido simplesmente como Eça de Queirós, foi um dos mais proeminentes escritores da literatura portuguesa do século XIX e uma das figuras mais importantes do movimento literário realista em Portugal. Nascido em Póvoa de Varzim, Portugal, em 1845, Eça de Queirós teve uma vida marcada por suas experiências na diplomacia, tendo trabalhado em várias cidades europeias, como Havana, Bristol, Newcastle e Paris, o que enriqueceu sua visão de mundo e influenciou significativamente suas obras.

Suas criações literárias são celebradas por sua aguda observação da sociedade, crítica social e caracterização profunda de personagens. O Realismo foi um movimento literário que buscava retratar a realidade de forma crua e objetiva, frequentemente expondo as imperfeições da sociedade e da condição humana. Eça de Queirós abraçou essas características e as incorporou de maneira excepcional em sua obra.

Por que ler Eça de Queirós hoje em dia?

Hoje em dia, a leitura das obras de Eça de Queirós continua a ser maravilhosa e relevante por várias razões. Em primeiro lugar, suas histórias são atemporais, pois tratam de questões universais, como amor, poder, corrupção, hipocrisia e decadência. As análises perspicazes e críticas sociais de Eça de Queirós permanecem pertinentes em nossa sociedade contemporâea, e seus personagens complexos e multidimensionais ainda ressoam com os leitores, oferecendo insights profundos sobre a natureza humana. Além disso, suas obras são mestres da linguagem e estilo literário, ricas em detalhes, ironia e sátira. A escrita de Eça é envolvente e cativante, o que torna sua leitura uma experiência prazerosa para os amantes da literatura.

É importante destacar que as obras de Eça de Queirós também oferecem uma janela fascinante para a Portugal do século XIX, permitindo aos leitores entender a sociedade, a cultura e as transformações políticas e sociais desse período histórico.

Eça de Queirós é atemporal, seu estilo literário requintado e sua capacidade de lançar luz sobre aspectos complexos da condição humana e da sociedade. Suas histórias e personagens continuam a nos desafiar a refletir sobre as imperfeições do mundo em que vivemos, tornando-o um autor indispensável para qualquer amante da literatura.

5 livros de Eça de Queirós

Suas principais obras incluem “O Primo Basílio,” “Os Maias,” “A Cidade e as Serras”, “A ilustre casa de Ramires” e “O Crime do Padre Amaro.” Em “O Primo Basílio,” por exemplo, ele retrata as hipocrisias da alta sociedade lisboeta, expondo os vícios e a decadência moral que se escondem por trás da fachada de respeitabilidade. “Os Maias” é uma crônica de uma família aristocrática em decadência, enquanto “A Cidade e as Serras” contrasta a vida na cidade com a vida no campo, destacando as mudanças sociais que estavam ocorrendo em Portugal na época. Em “O Crime do Padre Amaro,” Eça aborda a hipocrisia da Igreja e a moralidade duvidosa de seus representantes. Já em “A ilustre casa de Ramires”, o autor atinge um certo auge em sua escrita e a obra é considerada por muitos grandiosa por trazer uma reflexão a respeito do poder das histórias. Confira as sinopses:

1. O Primo Basílio

Durante uma viagem prolongada de seu marido, Luísa se deixa seduzir por Basílio, um primo seu que voltava a Portugal depois de uma temporada no Brasil. Imprudentes e indiscretos, os amantes acabam flagrados por Juliana, a empregada da casa, que passa a chantagear a patroa. Com o anúncio da iminente volta do marido, está armado o cenário para um caso exemplar de decadência do estilo de vida pequeno-burguês, com seus preconceitos e moralismos, seus tipos parasitários, suas relações amesquinhadas e seu frágil equilíbrio. + AMAZON

2. Os Maias (Eça de Queirós)

Eça de Queiroz

Os Maias envolve o leitor na irresistível atmosfera da Lisboa de fins do século XIX. Tendo como protagonistas Carlos Eduardo da Maia e Maria Eduarda, e apresentando outros personagens memoráveis, como João da Ega, Dâmaso Salcede e o casal Gouvarinho, o livro narra a trajetória de três gerações de uma família, a história de um amor impossível e os rumos de um país. Neste marco da literatura portuguesa, Eça dá vida a um refinado jogo social e compõe um panorama da cultura e dos problemas sociais e políticos do seu tempo, numa prosa limpa, cortante e inigualável. + AMAZON

3. A cidade e as serras

Jacinto de Thormes nasce e se cria numa mansão em Paris, onde leva uma vida luxuosa e repleta de prazeres. Entretanto, só conhece a felicidade plena quando vai morar nas terras simples do interior de Portugal, onde se casa e tem filhos. Com este romance, Eça de Queirós responde uma velha questão colocada pela cultura europeia: qual é a verdadeira fonte da felicidade? O autor ironiza o culto ao progresso e enaltece as coisas simples, associadas aos valores nacionais. + AMAZON

4. O Crime do Padre Amaro (Eça de Queirós)

Com a morte do pároco da cidade de Leiria, o padre Amaro é designado para o cargo na igreja local e instala-se na casa de S. Joaneira, uma assídua religiosa. Amaro, se encanta com Amélia, filha da hospedeira, e desperta ciúmes no pretendente da jovem. A paixão cresce no antro eclesiástico de Leiria e o padre amaldiçoa o sacerdócio por não permitir que realize os seus desejos. + AMAZON

5. A ilustre casa de Ramires (Eça de Queirós)

Eça de Queiroz

Final do século XIX, Portugal. Gonçalo Mendes Ramires é um aristocrata rural, ansioso por ascender socialmente. Por sugestão de um antigo colega da Universidade de Coimbra, ele resolve escrever um livro que exalte os feitos de sua linhagem, narrando as agruras de Tructesindo Ramires, seu antepassado distante. Fazendo da linguagem um potente artifício na construção de histórias e usando-a da forma que melhor lhe convém, Gonçalo tem como objetivo integrar o Parlamento português ― fato que lhe conferiria o máximo prestígio e pelo qual está disposto a distorcer a realidade. COMPRE NA AMAZON

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