Virginia Woolf na lista dos nazistas

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Quando a Segunda Guerra terminou, um livro com mais de 2.300 nomes de cidadãos britânicos foi descoberto entre os papéis do líder nazista Heinrich Himmler. O livro intitulado de “Sonderfahndungsliste G.B.”, no ano de 1940, continha uma lista de políticos, escritores e jornalistas que seriam presos imediatamente se a Alemanha conseguisse invadir a Grã-Bretanha. Na lista estava o nome de Virginia Woolf e seu marido Leonard (que era judeu), bem como Winston Churchill, Sigmund Freud, EM Forster e muitos outros.

Das 20 mil cópias do manual que existiu, apenas 3 sobreviveram à guerra e atualmente estão em exposição no Imperial War Museum, em Londres.

Enquanto a guerra se alastrou, Virginia e Leonard Woolf fizeram um pacto de suicídio, caso a Alemanha invadisse o país, latas de gasolina estavam guardadas no porão dos Woolfs, esperando-os caso o pior acontecesse.

Depois do suicídio de Virginia, em março de 1941, a imprensa especulou que a ameaça iminente de invasão pode ter contribuído para a decisão de Virginia se matar, embora não se sabe ao certo, pois ela não mencionou isso em sua carta de suicídio. Na biografia “Virginia Woolf – a medida da vida”, o autor Herbert Marder deixa claro que acredita que a Segunda Guerra foi um dos grandes motivos para que Virginia Woolf se matasse. Será? Será?

De qualquer forma, saber que o nome dela estava na lista, causa um tremendo mal-estar, por outro lado, a certeza que Virginia Woolf foi como um soldado que combateu as atrocidades do mundo de sua época. E combate até hoje.

Fonte: The Virginia Woolf Blog

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Criou o Livro&Café em 2011, é professora de Língua Portuguesa, adora ler e trabalhar com mediação de leitura. Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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