Sherlock Holmes: O vampiro de Sussex (Arthur Conan Doyle)

O vampiro de Sussex é um conto de Arthur Conan Doyle em que o seu personagem mais famoso, Sherlock Holmes desvenda um caso simples sobre vampirismo, a princípio. Depois de receber uma carta desesperadora de um marido que imagina a sua própria esposa como vampira, porque cenas bizarras aconteceram em sua própria casa, o detetive em apenas algumas horas consegue encontrar a solução mais lógica para a situação. Afinal, quem disse que vampiros existem?

Sherlock Holmes

Vampiros não existem, tampouco Sherlock Holmes, um personagem que é mais famoso que o seu próprio criador e, dizem, quando em um dos contos ele mesmo morre, muitas pessoas acreditaram que o detetive havia morrido de verdade e ficaram arrasadas por isso. Foi no ano de 1891 e que deu ao grande personagem uma estátua (foto) e também uma placa que se encontra perto das cataratas de Reichenback, na Suiça, com os dizeres: “neste lugar terrível, no dia 4 de maio de 1891, Sherlock Holmes derrotou o professor Moriarty”. É na Suíça, porque a cena deste conto se passa lá.

Leia também a resenha do conto “Um estudo em vermelho”

Mas vamos vontar à história de vampirismo. Imagine que você chega na sua casa e a pessoa que você ama está debruçada sobre um bebê e ela te olha com os lábios cheios de sangue, mas fica apavorada e foge. E se você conhecer um bom detetive, pede a sua ajuda para desvender essa situação, no mínimo, maluca.

Lá vai Holmes e seu amigo, o Dr. Watson, desvendar a história. A beleza do conto mora nos diálogos dos personagens, na admiração do amigo que conta a história e principalmente, o suave humor do detetive que, por já ter visto tanta coisa na vida, não se espanta com nada.

Brilhantismo de seu criador

Assim, a mulher, que todos desconfiam ser uma vampira, nega a dar qualquer explicação para as situações constrangedoras que aconteceram. Além de ser vista com o sangue do bebê nos lábios, ela também bateu em seu enteado e os empregados da casa pouco comentam a situação.

Por fim, em termos da narrativa de mistério, o conto é simples e a sua solução também, porém, é impossível chegar ao final dele sem considerar o brilhantismo de Sherlock Holmes como ponto principal da obra e, principalmente, de seu criador, Arthur Conan Doyle.

O conto está presente em várias coletâneas, o meu foi lido na edição da editora Tordesilhas:

O dia em que Sherlock Holmes morreu – O problema final e outras histórias. Onde comprar: Amazon 

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Francine Ramos
Editora da Livro&Café desde 2011. É professora de Língua Portuguesa e tenta ser escritora (um conto seu foi publicado na coletânea Leia Mulheres, em 2019). Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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