Pensar é a minha luta, Virginia Woolf anotou em seu diário…

Pensar é um processo longo e contínuo. E por diversas vezes pode ser também composto pela dor, pelo sofrimento de deslocar-se para outro lugar, pois, ao tentar retornar, não somos mais os mesmo. Essa ideia não e minha. Talvez seja fruto de meu inconsciente, das coisas que li a respeito e ficaram pairando em algum lugar do meu cérebro. Só sei que nada sei, nada volta a ser o que era antes, principalmente o nosso cérebro. E tantas outras ideias de filósofos, cientistas etc. Pensar é a minha luta, Virginia Woolf anotou em seu diário.

No original:

“This idea struck me: the army is the body: I am the brain. Thinking is my fighting.”

Tradução minha:

“Essa ideia me tomou: o exército é o corpo: eu sou o cérebro. Pensar é minha luta.”

Sendo o corpo um tipo de exército. Sendo nós o nosso cérebro. O ato de pensar ser a luta. Nego o exército como fonte de agressividade e violência? Se sou somente meu cérebro, está no poder do pensamento a possibilidade de vencer as lutas… as lutas do corpo?

A escritora Virginia Woolf é uma representante da literatura inglesa do século XX, pois sua obra, carregada de reflexões sobre a vida cotidiana de pessoas comuns, realiza grandiosos pensamentos sobre o tempo, a vida, a morte e outros temas recorrentes ao cotidiano. Por outro lado, a vida da própria escritora pode representar essa luta travada com o pensamento, pois ela cometeu suicídio após diversas crises de depressão. Ou seja, de alguma forma, pensar era uma luta pessoal, interna e difícil. E em outras camadas, também podemos compreender, por meio de seus ensaios e artigos, a sua clareza de pensamento e reflexão.

O pensar hoje

Hoje, acredito que a frase pode representar muito o atual momento de alguns grupos de nossa sociedade, que não valorizam o pensamento, a escola, os estudos. Ou seja, essa negação do pensamento parece encobrir até os mais engajados. No entanto, pensar é lutar, já dizia Virginia Woolf.

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Francine Ramos

Faz da Livro&Café parte essencial de sua vida desde 2011. É professora de Língua Portuguesa, adora ler, escrever (um dia vai publicar um livro) e trabalhar com mediação de leitura. Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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