4 curiosidades sobre a expansão do Império Persa na Ásia

Da Antiguidade até o século XX, a história da humanidade ficou marcada por guerras entre diferentes povos e nações, principalmente na Ásia e Europa. O Império Persa é um exemplo de sucesso em disputas territoriais, atingindo uma das maiores expansões que a raça humana já viu em um período de um pouco mais de 200 anos (entre 558 a.C e 331 a.C). Dessa forma, a expansão do Império Persa na Ásia também nos trouxe diversas curiosidades sobre a época e a região, confira:

1- A grandeza do Império Persa

Partindo de uma nação com o tamanho da atual região sul do Irã, a Pérsia passou rapidamente de uma consolidação local para um crescimento além de suas fronteiras. Os reinos da Média, Lídia, Fenícia, Síria e Palestina foram dominadas durante o próspero governo de Ciro II.

A área hoje ocupada por países como Irã, Iraque, Turquia, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão e Turcomenistão já foi toda de domínio da Pérsia. As investidas do Império e, posteriormente, a ascensão de Alexandre levaram o território Persa a uma área de 5 milhões de km².

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Mapa do Império Persa.

Assim, junto às mudanças territoriais também houve avanços na administração das cidades. Os governantes locais eram chamados de sátrapas, eles cuidavam das províncias e prestavam contas ao Grande Rei. Funcionários de confiança do império eram alocados nessas regiões para fiscalizar os chefes das cidades.

2- Nomes importantes do Império Persa

Entre os diversos personagens dessa história, podemos destacar três nomes principais: Ciro II, Dario I e Xerxes I.

Xerxes I

Após quase mil anos sob o domínio de outras tribos, a Pérsia deu início a sua história dominante com a chegada de Ciro II ao trono. Além da rápida expansão por meio das estratégias militares, Ciro também é conhecido pela sua política ecumênica, que consistia em respeitar as culturas dos povos dominados.

Dario I foi o sucessor de Ciro com o grande objetivo de dar continuidade às ideias do reinado anterior. Em seu governo, Dario atinge a expansão máxima do Império, porém também é marcado pela derrota para os gregos na Batalha de Maratona.

Xerxes I foi filho de Dario I e assumiu o trono com a morte do pai. Xerxes é conhecido pela vitória contra o exército espartano de Leônidas na conhecida Batalha de Termópilas. Porém, seu desejo de vingança pela derrota do pai fez com que os Persas perdessem o domínio da Grécia, o que também culminou no exílio de Xerxes.


3- A arte e a cultura no Império Persa

Como a cultura de todo o povo na história, a arte persa também sofreu influências estrangeiras, se baseando muito na Mesopotâmia e no Egito Antigo. Porém, uma das grandes contribuições originadas da Pérsia foi a sua arquitetura.

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Friso dos Arqueiros de Susa. Da época de Artaxerxes II (404-359 a.c.).

Com o objetivo de se autopromover e alimentar os próprios caprichos gananciosos, os reis abusavam de artigos pomposos e estruturas grandiosas. A cidade de Persépolis é uma das representações de poder dos governantes persas, com seus enormes templos religiosos, palácios ostensivos e tumbas exageradamente luxuosas para reis e imperadores mortos.

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4- Inspirações: livros, filmes, documentários…

Esse crescimento de Pérsia através do poder militar inspirou produções de filmes, livros e documentários. Por exemplo, na obra Histórias de Heródoto de Halicarnasso, encontramos um registro dos hábitos e dos costumes de um observador in loco dessa cultura.

Além de geógrafo, Heródoto também é conhecido como o “Pai da História”, pois a obra do pensador grego é considerada uma das primeiras a seguir uma estrutura de narrativa cronológica, método que utilizamos até os dias atuais.

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Dica de leitura: Heródoto

Lançada pela Editora Edipro, a nova coleção deste clássico, que conta com tradução do grego para o português, chega ao seu quarto capítulo. No Livro IV – Melpômene, Heródoto narra a expansão do Império Persa na Ásia, trazendo detalhes minuciosos sobre a cultura dos citas e líbios.

Cada livro presente na coleção Histórias contempla uma musa da mitologia grega, conforme a divisão feita pelos estudiosos de Alexandria. Depois de Clio (musa da história e da criatividade), Euterpe (musa da música) e Tália (musa da comédia), chegou a vez de Melpômene, a musa da tragédia.

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Camila Martins
Fã de David Foster Wallace e Italo Calvino, perde horas assistindo séries na Netflix, gosta de sorvete de amendoim e ouvir The Strokes aos domingos de manhã. Colabora no Livro&Café desde janeiro/2017.

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