Você conhece obras literárias classificadas como Realismo Mágico? Ou Realismo Fantástico? Ou Realismo Maravilhoso? Talvez você já tenha lido e não saiba…

    O termo “Realismo Mágico” refere-se às obras literárias produzidas a partir da ideia de incluir elementos considerados impossíveis (mágicos) em situações realista, da vida comum, do cotidiano. Um exemplo é “A Metamorfose”, de Franz Kafka, em que o personagem principal acorda pela manhã e percebe que se tornou um inseto.

    Já o termo “Realismo Maravilhoso” é usado para as obras literárias que também possuem essa característica do impossível, porém produzidas na América-Latina, como forma de especificar e evidenciar os grandes autores dessa vertente literária, como Gabriel García Márquez, um dos grandes escritores dessa vertente literária e também ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.

    Abaixo você vai encontrar 15 obras essenciais que envolvem o Realismo Mágico e também o Realismo Maravilhoso.

    1. Cem anos de solidão (Gabriel García Marquez)

    Para começar esta lista de Realismo Mágico tinha de ser com o clássico entre os clássicos! Sinopse: Em Cem anos de solidão, um dos maiores clássicos da literatura, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX. LEIA A RESENHA

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    2. A Metamorfose (Franz Kafka)

    A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante – o famoso Gregor Samsa – transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana – tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal. + AMAZON

    3. Ensaio sobre a cegueira (José Saramago)

    Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “”a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam””. José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: “”uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos””. + AMAZON

    4. A hora dos ruminantes (José J. Veiga)

    Realismo mágico

    Considerado o romance mais importante do autor, A hora dos ruminantes conta a história da pequena cidade de Manarairema, que vê a sua rotina alterada por acontecimentos inexplicáveis. Primeiro uma legião de homens, de procedência desconhecida, decide acampar na cidade. Os moradores, temendo represálias e com medo dos visitantes misteriosos, passam a especular sobre a intenção do grupo. Depois, a cidade é tomada por cães, que chegam às dúzias no vilarejo, causando uma inversão de papéis: enquanto os moradores ficam acuados em suas casas, os animais passeiam livremente pela cidade. E, por último, a chegada de centenas de bois completa o quadro alegórico do romance. + AMAZON

    5. Torto Arado (Itamar Vieira Junior)

    Nas profundezas do sertão baiano, as irmãs Bibiana e Belonísia encontram uma velha e misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente. E para sempre suas vidas estarão ligadas ― a ponto de uma precisar ser a voz da outra. Numa trama conduzida com maestria e com uma prosa melodiosa, o romance conta uma história de vida e morte, de combate e redenção. + AMAZON

    6. A casa dos espíritos (Isabel Allende)

    Realismo mágico

    A casa dos espíritos é um clássico do realismo mágico e da literatura latino-americana. A obra traz à vida uma família cujos laços privados de amor e ódio são mais complexos e duradouros do que as lealdades políticas que os colocam uns contra os outros. + AMAZON

    7. Como água para chocolate

    É na cozinha que Tita, a protagonista, passa a maior parte do tempo. Sua vida está relacionada aos pratos que afetuosamente prepara. Este romance narra a história de Tita desde o seu nascimento em um rancho no norte do México, com destaque para sua juventude, o amor por Pedro, e a missão de cuidar da dominadora Mãe Elena. O tempero combina a revolução mexicana no início do século XX com o realismo fantástico marcante na literatura latino-americana. Uma obra para ser apreciada em todos os sentidos. + AMAZON

    8. Pedro Páramo (Juan Rulfo)

    REALISMO MÁGICO

    O realismo fantástico como hoje se conhece não teria existido sem este livro. Desta fonte beberam o colombiano Gabriel García Márquez e o peruano Mario Vargas Llosa. A partir da combinação de dois elementos essenciais ao sucesso da literatura latino-amerciana – o realismo fantástico e o regionalismo -, Rulfo se destaca pela sua habilidade em contar uma história reunindo relatos e lembranças. De enredo conciso e preciso, o único romance de Juan Rulfo trata da promessa feita por Juan Preciado à mãe moribunda. O rapaz sai em busca do pai, Pedro Páramo, um lendário assassino. No caminho, encontra impressionantes personagens repletos de memórias, que lhe falam da crueldade implacável de seu pai. + AMAZON

    9. Quarteto mágico – Contos: Murilo Rubião, José J. Veiga, Campos de Carvalho, Victor Giudice

    DOS QUATRO AUTORES reunidos neste livro, pode-se dizer que são todos estranhos, ainda que cada um à sua maneira. Considere os personagens que se encontram nas páginas a seguir: um sujeito que compra um apito para controlar o trânsito dos pedestres debaixo da sua janela, uma senhora atropelada que estoura “como papo de anjo”, um coelho que vira homem e um homem que vira um arquivo de metal. Pondo logo de saída as cartas na mesa, cabe a advertência: não se espante, leitor, se essas histórias fugirem aos bons costumes da verossimilhança, da medida justa da expressão ou da sequência certeira de episódios que costumamos atribuir às histórias “bem-amarradas”. Melhor aqui pensar naquele parafuso meio solto que leva algumas histórias à vizinhança do absurdo e do disparate, aos detalhes extravagantes e tipos bizarros, aos silogismos em que premissas e conclusões estão sempre fora de lugar. + AMAZON

    10. Ficções (Jorge Luis Borges)

    Ficções reúne os contos publicados por Borges em 1941 sob o título de O jardim de veredas que se bifurcam (com exceção de “A aproximação a Almotásim”, incorporado a outra obra) e outras dez narrativas com o subtítulo de Artifícios. Nesses textos, o leitor se defronta com um narrador inquisitivo que expõe, com elegância e economia de meios, de forma paradoxal e lapidar, suas conjecturas e perplexidades sobre o universo, retomando motivos recorrentes em seus poemas e ensaios desde o início de sua carreira: o tempo, a eternidade, o infinito. 

    11. O Visconde Partido ao meio (Italo Calvino)

    O visconde partido ao meio, publicado originalmente em 1952, veio a compor com O cavaleiro inexistente e O barão nas árvores uma trilogia a que Italo Calvino (1923-85) chamou de Os nossos antepassados, uma espécie de árvore genealógica do homem contemporâneo, alienado, dividido, incompleto. É a história de Medardo di Terralba, o voluntarioso visconde que, na defesa da cristandade contra os turcos, leva um tiro de canhão no peito, mas sobrevive, ficando absurdamente partido ao meio. A metade direita atormentada pela maldade, e a esquerda, pela bondade. “Ainda bem que a bala de canhão dividiu-o apenas em dois”, comentam aliviadas suas vítimas. + AMAZON

    12. O filho de mil homens (Valter Hugo Mãe)

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    Aos quarenta anos, o pescador decide buscar o que lhe falta. Vai encontrar no jovem Camilo, órfão de uma anã, a chance de preencher a metade vazia, e em Isaura, enjeitada por não ser virgem, a possibilidade de ser mais do que completo. Com personagens tão excêntricos quanto humanos, que carregam suas tragédias com lirismo e ingenuidade, o festejado Valter Hugo Mãe povoa o vilarejo litorâneo onde a vida é levada com singela tristeza e a esperança do amor faz surgir uma alegria pequena, mas firme, porque construída com o possível. Impossível falar de Realismo Mágico sem citar essa grande obra!

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    13. Cadeiras proibidas (Ignácio de Loyola Brandão)

    Em “Cadeiras proibidas”, Ignácio de Loyola Brandão diz muito em uma época em que pouco se podia dizer. Publicado inicialmente em 1976, tempo em que o Brasil enfrentava momentos de medo e censura por causa da ditadura, o livro narra histórias que tratam da realidade – do cotidiano, do corpo, do clima, do mundo, da indagação, da descoberta, da ação e da vida – escondendo-a através do fantástico. + AMAZON

    14. A cabeça do santo (Socorro Acioli)

    Pouco antes de morrer, a mãe de Samuel lhe faz um último pedido: que ele vá encontrar a avó e o pai que nunca conheceu. Mesmo contrariado, o rapaz cumpre a promessa e faz a pé o caminho de Juazeiro do Norte até a pequena cidade de Candeia, sofrendo todas as agruras do sol impiedoso do sertão do Ceará. Ao chegar àquela cidade quase fantasma, ele encontra abrigo num lugar curioso: a cabeça oca e gigantesca de uma estátua inacabada de santo Antônio, que jazia separada do resto do corpo. Mas as estranhezas não param aí: Samuel começa a escutar uma confusão de vozes femininas apenas quando está dentro da cabeça. + AMAZON

    15. Kafka à beira-mar (Haruki Murakami)

    E para fechar nossa lista de livros de Realismo Mágico, temos: Kafka à beira-mar, um dos romances mais ambiciosos do escritor japonês Haruki Murakami, e uma das mais surpreendentes obras da literatura contemporânea. Centrado na jornada de dois personagens, é um livro imaginativo, com referências que vão do mundo pop japonês às tragédias gregas. + AMAZON

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