Bong Joon-hoo, diretor do filme Parasita, recomenda 10 filmes

Pensando na importância da diversidade nos diversos prêmios do cinema, Parasita e outros filmes que fogem do circuito EUA-Europa, merecem ser vistos e comentados. E, claro, quando um filme consegue quebrar as barreiras da indústria do cinema, precisamos ouvir o que o seu diretor tem a dizer. Assim, uma entrevista para a The Criterion Collection de 2013 foi resgatada e nela o diretor do filme Parasita, indicou 10 filmes para assistir.

Essas recomendações que Joon-hoo faz é para entendermos seu cinema e sua vida.

“Quero ser John Malkovich” (Spike Jonze)

A estranha distopia cômica que lançou Spike Jonze ao estrelato se tornou um filme cult. Bong afirmou em uma entrevista recente: “Alguns dias atrás, conheci Spike Jonze e tivemos uma breve conversa. O encontro me deixou com um forte impulso de entrar em sua cabeça e explorar os cantos de sua mente.”

“Rushmore” (Wes Anderson)

Sobre a obra de Wes Anderson, o diretor do filme Parasita disse: “os filmes de Anderson são deliciosamente estranhos e carinhosos”.

“O homem que caiu na terra” (Nicolas Roeg)

David Bowie, neste filme de ficção científica (inspirado no livro de Walter Tevis), interpretou um alienígena que chega à Terra em busca de água para transportar para o seu planeta natal. “Os filmes de Nicolas Roeg nunca deixam de ser novos e jovens”, segundo o diretor do filme Parasita.

Leia a resenha: O homem que caiu na Terra (Walter Tevis): o Ícaro do nosso futuro

“Life is Sweet” (Mike Leigh)

A maioria dos filmes de Joon-hoo tem um denominador comum: relações sócio-afetivas e, sobretudo, aquelas que ocorrem nos núcleos familiares, algo em que o cineasta Mike Leigh também é especialista. “Os atores / personagens dos filmes de Mike Leigh são assustadoramente intensos e vivos”, confessa o diretor do filme Parasita sobre sua tragicomédia favorita de Leigh.

“Nashville” (Robert Altman)

Como Bong mostrou em vários de seus filmes, ele desenha cada um de seus personagens com uma linha tênue; portanto, não é de surpreender que ele ame o cinema de Robert Altman e, especificamente, “Nashville”, que possui 24 personagens principais e contém histórias diferentes na trama.

“Lola Montès” (Max Ophüls)

O diretor coreano que adora planos, sequências e cores planejadas e filmadas com perfeição e detalhes, do cinema de Max Ophüls deduzimos que há muita inspiração para o diretor do filme Parasita.


“Things to come” (William Cameron Menzies)

Ficção científica e distopia também são recorrentes no universo do diretor de Parasita, por isso ocupa o quarto lugar em seu ranking particular, este filme em preto e branco que é uma adaptação do livro de H.G. Wells.Sobre o filme, o diretor disse: “Eu estava ansioso para saber se ficaria completamente empolgado com o filme, como estava com os romances de H. G. Wells quando os li na minha juventude”.

“A balada de Narayama” (Keisuke Kinoshita)

Outra demonstração da obsessão do coreano com a cor é seu fanatismo por este filme japonês de 1958 que explora uma lendária prática japonesa, na qual os anciãos são levados para uma montanha e deixados lá para morrer…

“Fanny e Alexander” (Ingmar Bergman)

A família, mais uma vez, uma das fraquezas de Bong. Sobre o último filme que Bergman filmou, ele diz: “O final mais bonito de uma carreira no filme, da história do cinema”.

“Les 400 coups” (François Truffaut)

Por fim, os conflitos internos de uma família parisiense através do olhar inocente de uma criança. O drama francês conta a história de Antoine, um garoto que escapa de sua casa e se refugia no mundo do crime. O diretor do filme Parasita disse:  “é a estreia mais bonita da história do cinema.”

 


Referências: Cultura Inquieta / Culto


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Francine Ramos

Editora da Livro&Café desde 2011. É professora de Língua Portuguesa e tenta ser escritora (um conto seu foi publicado na coletânea Leia Mulheres, em 2019). Acredita que os livros podem mudar o mundo e ama Virginia Woolf.

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