Na minha caixa de correio #3

Gosto muito dessa frase e acho que já a usei aqui, mas preciso dela novamente: QUEM TEM AMIGO TEM TUDO! E um grande amigo, que ama Virginia Woolf tanto quanto eu e  é o idealizador do @woolfv, me mandou nesta semana uma linda caixa com 3 livros lindos! O nome dele é Alex Sens, ele tinha twitter, blogs e tudo mais, porém ele resolveu excluir suas contas do mundo virtual para se dedicar aos estudos e também a um romance que ele está escrevendo, e por sorte nossas, vez ou outra ele aparece aqui no blog com suas preciosas resenhas.

Mas vamos aos presentes e à minha alegria quando vi a caixona amarela do Correios esperando por mim, o que tinha lá:

  • Mrs Dalloway, Virginia Woolf, da editora inglesa Folio, é uma das edições mais lindas que já vi, ela foi feita em 2011, contém ilustrações de Lizzy Stewart e uma introdução de Michael Cunningham, que escreveu o livro As Horas;
  • Virginia Woolf – An Illustrated Anthology, da editora londrina Aurun Press, os textos selecionados são de Jane Dunn, há imagens das obras de Vanessa Bell, irmã de Virginia, e de Duncan Grant, que também fez parte do famoso grupo Bloomsbury;
  • Dupla Falta, Lionel Shriver, a mesma escritora do famoso “Precisamos Falar sobre o Kevin” traduzida por Débora Landsberg;
  • Um Toblerone (não está na foto porque não existe mais);
  • Precismo de mais? Não.

 

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O Doador, de Lois Lowry

A escritora americana Lois Lowry tem vários livros publicados desde 1977 e a característica presente em quase todos é: a quantidade alta de vendas, ou seja: ela sabe fazer best sellers. Sua carreira começou com a publicação de “A summer to die” (não encontrei informações desse livro no Brasil) quando ela tinha 40 anos e hoje, aos 74 anos, ela continua lançando livros. Boa parte de seus leitores são adolescentes e alguns de seus livros estão nas listas obrigatórias das escolas dos EUA.  Continue lendo

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Minha vida de trás para frente

Pensei em reescrever minha vida de trás para frente, de ponta-cabeça, mas não posso, mal consigo rabiscar, as palavras são manchas no papel, e escrever é quase um milagre… Sinto no corpo o suor da agonia. Amigo… e não primo. Esse teto baixo, paredes vazias, ausência de cor e de céu… O sol e o céu do Rio e do Amazonas… nunca mais… Só essas paredes, e esse cheiro insuportável… Agora escuto a minha própria voz zunindo, fraca, dentro de mim… Não posso mais falar. O que restou de tudo isso? Um amigo, distante, no outro lado do Brasil. Não posso mais falar nem escrever. Amigo… sou menos que uma voz…

Milton Hatoum, Cinzas do Norte, p. 311. Cia das Letras.

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Flush, memórias de um cão

Quando Virginia Woolf decidiu escrever a história de um cocker spainel, além de querer descansar a mente após o árduo trabalho de As Ondas (1931), foram as correspondências amorosas entre Elisabeth Barret e Robert Browning que inspiraram ela a relatar a biografia (fictícia) de Flush, um cão que fazia parte da história dos poetas que viveram na era vitoriana: Continue lendo

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Carta para Scottie, de F. Scott Fitzgerald

Quando escuto o nome F. Scott Fitzgerald, penso imediatamente na sua vida boêmia ao lado de Zelda Fitzgerald, penso na Geração Perdida e também em O Grande Gatsby, sua obra mais famosa. O que eu não sabia é que ele teve uma filha chamada Scottie, que ela foi jornalista e morreu aos 65 anos, diferente de seu pai que viveu a mil e morreu aos 44 anos.  Continue lendo

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O sentido em criar arte

Patti Smith é uma artista americana, já fez músicas, poesias e escreveu livros, abaixo o trecho de um deles:

Nos períodos em que me sentia por baixo, perguntava-me qual era o sentido em criar arte. Para quem? Estávamos animando Deus? Estávamos falando com nós mesmos? E qual era a meta final? Ter a própria obra engaiolada nos grandes zoológicos da arte – o Modern, o Met, o Louvre?
Eu ansiava por honestidade, mas encontrava desonestidade em mim mesma. Por que se comprometer com a arte? Pela autorrealização ou pela arte em si mesma? Parecia um capricho somar-se à massa de excessos, a não ser que isso oferecesse iluminação.

Patti Smith. Só Garotos, tradução de Alexandre Barbosa de Souza, Cia das Letras, p. 67

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Achados Literários #9 Especial Tumblr

Livros - Submarino.com.br

Para quem não conhece, Tumblr é uma espécie de microblog onde a maior parte dos usuários gosta de postar fotos e pequenos textos. Eu tenho um, mas ele é tão feio e sem graça que o único motivo de sua existência é para facilitar minha vida quando eu gosto de alguma imagem de lá, pois as opções de RT e Like existem também nessa rede social. Para saber mais, não espere de mim, vá no tio Google, pois aqui, hoje é só pra eu dividir com vocês minha lista de tumblrs literários preferidos: 

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